Mendonça autoriza inquérito contra Lulinha por tráfico de influência
O ministro do STF autorizou investigação sobre suspeitas de tráfico de influência envolvendo o filho do presidente Lula em contratos de cannabis medicinal.
Pontos principais
- O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- A investigação apura possível tráfico de influência e corrupção em negociações com o Ministério da Saúde.
- O caso envolve o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', investigado por fraudes previdenciárias.
- A PF suspeita que Lulinha teria vendido acesso a autoridades do governo federal em troca de pagamentos.
- Documentos apontam que uma empresa ligada a uma amiga de Lulinha recebeu R$ 1,5 milhão de uma companhia de Antunes.
- A defesa de Lulinha nega irregularidades e classificou a abertura do inquérito como uma 'pesca probatória'.
- O Ministério da Saúde informou que não houve concretização de contratos com o grupo do lobista.
- Lulinha admitiu ter viajado a Portugal com despesas pagas por Antunes, mas nega parceria comercial.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, autorizou a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal, que busca apurar se Lulinha teria utilizado sua proximidade com o governo para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', em contratos voltados ao setor de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde. O inquérito é um desdobramento de investigações anteriores, embora trate de fatos distintos da Operação Sem Desconto, que apura desvios de aposentadorias.
A investigação foca em possíveis pagamentos em troca de acesso a autoridades do Palácio do Planalto e da pasta da Saúde. Entre os pontos sob análise, estão registros de uma viagem de Lulinha a Portugal custeada pelo lobista e o repasse de R$ 1,5 milhão de uma empresa ligada a Antunes para uma consultoria de uma amiga do investigado. Em nota, a defesa de Lulinha refutou as acusações, classificando a medida como uma 'pesca probatória' por parte da PF, enquanto o Ministério da Saúde declarou que não houve fechamento de contratos com as empresas citadas, o que, segundo a pasta, afastaria a tese de influência política no órgão.
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