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Mercado reduz projeção de inflação e Selic para 2026 no Focus

Pela quinta semana seguida, o mercado financeiro revisou para baixo as estimativas de inflação e reduziu a projeção da Selic para 13,75% ao final de 2026.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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03/08 às 09:16 · atualizado 18:32

Pontos principais

  • A projeção para o IPCA em 2026 caiu de 5,12% para 5,03% no Boletim Focus.
  • A estimativa para a taxa Selic ao final de 2026 recuou de 14% para 13,75% ao ano.
  • Esta é a primeira redução na expectativa da taxa básica de juros desde março de 2026.
  • As projeções para o PIB de 2026 e para o câmbio (R$ 5,20) mantiveram-se estáveis.
  • O Copom inicia nesta terça-feira a reunião para definir a nova taxa básica de juros.
  • A expectativa de mercado para o IGP-M em 2026 também registrou queda, atingindo 4,54%.

O mercado financeiro brasileiro ajustou suas expectativas macroeconômicas para o próximo ano, conforme revelado pelo Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. Pela quinta semana consecutiva, os analistas reduziram a projeção para o IPCA de 2026, que passou de 5,12% para 5,03%. Em paralelo, houve uma mudança na trajetória esperada para a política monetária, com a estimativa da taxa Selic ao final de 2026 sendo reduzida de 14% para 13,75%, marcando a primeira queda nesta projeção desde março de 2026. A estabilidade nas projeções de câmbio, mantidas em R$ 5,20, e a manutenção da estimativa de crescimento do PIB indicam um cenário de cautela, mas com maior otimismo em relação ao controle inflacionário.

O movimento ocorre em um momento de expectativa para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que se inicia nesta terça-feira. O mercado trabalha com a previsão de um corte de 25 pontos-base na taxa Selic, atualmente em 14,25%, refletindo a melhora nos indicadores de inflação e a moderação da atividade econômica. Analistas, como os da XP Investimentos, sugerem que este ajuste pode ser seguido por uma pausa no ciclo de cortes até 2027, dependendo da evolução das reformas fiscais e da estabilização das contas públicas.

No cenário externo, a queda nos rendimentos dos Treasuries e a desvalorização do petróleo Brent contribuíram para o alívio nas taxas dos DIs, reduzindo a percepção de risco. Embora a inflação projetada ainda permaneça acima do teto da meta, a sequência de revisões para baixo no Boletim Focus sinaliza uma convergência gradual. O mercado segue atento à decisão do Copom, que será anunciada na noite de quarta-feira, como o próximo balizador para a curva de juros e para a confiança dos investidores no ambiente fiscal brasileiro.

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