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Cuba celebra centenário de Fidel Castro em meio à maior crise econômica

O governo cubano marca os 100 anos de nascimento de Fidel Castro enfrentando uma severa crise energética, escassez de recursos e o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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12/08 às 23:31 · atualizado 13/08 às 10:33

Pontos principais

  • Cuba comemora o centenário de nascimento de Fidel Castro, líder da revolução de 1959.
  • O país atravessa sua maior crise econômica e social desde a revolução, com queda projetada de 6,5% no PIB em 2026.
  • O sistema elétrico nacional sofre com apagões frequentes devido à obsolescência e à dificuldade de importar petróleo.
  • O governo de Donald Trump endureceu sanções e impôs um embargo de petróleo à ilha em janeiro de 2026.
  • O governo de Miguel Díaz-Canel aprovou 176 medidas para tentar atrair investimento privado e estrangeiro.
  • Especialistas da ONU alertaram para o risco de uma crise humanitária severa no país.
  • O legado de Fidel Castro permanece polarizado entre avanços em saúde e educação e críticas sobre autoritarismo.

Cuba celebra nesta quinta-feira o centenário de nascimento de Fidel Castro, figura central da revolução de 1959, em um cenário de instabilidade interna sem precedentes nas últimas décadas. Enquanto o governo de Miguel Díaz-Canel organiza homenagens oficiais para reforçar o consenso político, a população enfrenta uma crise econômica severa, caracterizada por apagões constantes e escassez de bens essenciais. A situação é agravada pela obsolescência da infraestrutura energética e pelo endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, que restringiu o acesso da ilha ao mercado de petróleo em janeiro de 2026. Em resposta ao colapso, o governo cubano implementou um pacote de 176 medidas voltadas à abertura da economia socialista para investimentos privados e estrangeiros, na tentativa de conter a queda projetada de 6,5% no PIB para este ano. Especialistas da ONU chegaram a comparar a gravidade da crise humanitária local a cenários de conflito, destacando a fragilidade das condições de vida atuais. A celebração do centenário ocorre, portanto, sob um clima de polarização, onde a figura de Fidel Castro é invocada pelo Estado para manter a coesão nacional, enquanto críticos apontam o impacto duradouro de décadas de autoritarismo e a falha das estruturas econômicas centralizadas em atender às necessidades básicas da população.

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