Cuba enfrenta a pior crise de combustível em décadas, com apagões e serviços essenciais comprometidos, forçando a população a usar métodos alternativos e intensificando o envio de ajuda humanitária.
Cuba enfrenta a pior crise de combustível em décadas, levando a população a recorrer a métodos alternativos como carvão e lenha para cozinhar, em meio a um racionamento severo de energia que se agrava desde meados de 2024. A situação se tornou insuportável, com apagões frequentes e serviços básicos como saúde, acesso à água potável e saneamento severamente comprometidos, impactando gestantes, doentes e idosos. O presidente Miguel Díaz-Canel implementou um plano extraordinário de economia, resgatando o conceito de 'opção zero' dos anos 90, e o governo tem priorizado o racionamento de combustível para serviços essenciais, chegando a fechar hotéis e cancelar voos internacionais.
A crise é intensificada por medidas dos EUA, sob a administração de Donald Trump, que visam dificultar o acesso de Cuba a fontes de combustível, principalmente da Venezuela e do México, além da interrupção do fornecimento venezuelano. Imagens de satélite da Nasa revelam uma redução de 50% na iluminação de cidades cubanas, evidenciando a gravidade dos apagões. Em resposta, o México enviou ajuda humanitária, o Brasil avalia o envio de suprimentos, e a Rússia prometeu petróleo, enquanto migrantes nos EUA intensificam o envio de alimentos e remédios para suas famílias na ilha.