Presidente cubano cita China e Vietnã como modelos para enfrentar crise econômica agravada pelo bloqueio dos Estados Unidos.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país necessita de mudanças estruturais para superar a crise econômica. Durante reunião do Partido Comunista, o líder apontou o bloqueio imposto pelos Estados Unidos como fator central da instabilidade, sugerindo que a ilha observe os modelos da China e do Vietnã. Especialistas, contudo, ponderam que as reformas não sinalizam uma transição para o capitalismo, mas uma tentativa de contornar o endurecimento das sanções, que afetaram o turismo e a exportação de serviços médicos. Com a saída de empresas internacionais e a escassez de petróleo, o governo busca flexibilizar investimentos estrangeiros para sustentar a economia local. Embora o modelo de 'socialismo de mercado' seja citado como inspiração, a ausência de parcerias com o mercado americano limita a implementação de estratégias similares às observadas em potências asiáticas.
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