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TSE discute uso de IA em campanha de Flávio Bolsonaro nesta quinta

O presidente do TSE, Nunes Marques, reúne ministros para definir o julgamento de uma ação do PT sobre o uso de inteligência artificial em convenção.

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Foto: G1 Política
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11/08 às 07:45 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • O TSE avalia a legalidade de um vídeo com IA simulando Jair Bolsonaro na convenção de Flávio Bolsonaro.
  • A ação movida pelo PT alega propaganda eleitoral antecipada e violação de regras sobre mídias sintéticas.
  • A defesa de Flávio Bolsonaro argumenta que o uso da tecnologia foi transparente e não exige autorização prévia.
  • O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, busca consenso entre os ministros sobre o uso de IA para as eleições de 2026.
  • Pesquisa CNT/MDA indica que 50% dos brasileiros defendem a proibição total de propaganda eleitoral feita com IA.
  • O tribunal analisa a possibilidade de aplicar punições ou estabelecer diretrizes para o uso de deepfakes no pleito.
  • A reunião entre os ministros ocorre nesta quinta-feira, a portas fechadas, para definir os próximos passos do julgamento.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta quinta-feira uma reunião estratégica convocada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, para discutir o uso de inteligência artificial em peças de campanha. O foco central do encontro é definir o rito de julgamento de uma ação protocolada pelo PT, que contesta a exibição de um vídeo gerado por IA simulando o presidente Donald Trump, ou no caso brasileiro, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro. A Corte busca, a partir deste caso concreto, estabelecer precedentes e diretrizes claras para o uso de tecnologias digitais nas eleições de 2026.

A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que a utilização da ferramenta foi transparente, contendo avisos sobre a natureza sintética do conteúdo, e argumenta que não há exigência legal de autorização prévia da pessoa retratada, desde que não exista intenção de enganar o eleitorado. Por outro lado, a acusação aponta que o material configura propaganda eleitoral antecipada e viola normas vigentes sobre o uso de mídias sintéticas, que visam evitar a desinformação e o desequilíbrio na disputa eleitoral.

A discussão ganha relevância diante do crescente debate público sobre o impacto da tecnologia no processo democrático. Dados da pesquisa CNT/MDA revelam que 50% dos brasileiros apoiam a proibição total de propagandas eleitorais criadas com IA, enquanto 84,1% defendem algum nível de restrição. O TSE, que já mantém um conselho consultivo e parcerias técnicas para monitorar riscos de desinformação, tenta agora equilibrar a liberdade de expressão e a inovação tecnológica com a necessidade de integridade do pleito, avaliando desde multas até sanções mais severas para casos de reiteração de irregularidades.

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