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Especialistas comparam impacto da IA em 2026 ao uso do WhatsApp em 2018

O uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais é visto como um fator disruptivo com potencial de alterar a dinâmica política brasileira.

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Foto: InfoMoney
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03/08 às 05:02 · atualizado 09:32

Pontos principais

  • Analistas apontam que a IA pode exercer um papel transformador na eleição de 2026, similar ao impacto do WhatsApp em 2018.
  • A velocidade de propagação de conteúdos sintéticos dificulta a checagem e a contestação de informações antes de atingirem alcance nacional.
  • O uso de vídeos gerados por IA em convenções partidárias, como a do PL, serve como teste para os limites jurídicos da propaganda eleitoral.
  • O TSE prepara uma cartilha com a AGU para orientar partidos sobre o uso responsável de IA e a proibição de deepfakes de candidatos.

O avanço da inteligência artificial no cenário político brasileiro tem gerado debates sobre o seu potencial disruptivo para as eleições de 2026. Especialistas em ciência política comparam a atual ascensão dessas ferramentas ao papel desempenhado pelo WhatsApp no pleito de 2018, quando a disseminação em massa de mensagens alterou a dinâmica da disputa. A preocupação central reside na capacidade da tecnologia de acelerar a propagação de conteúdos sintéticos, tornando o processo de checagem e contestação de informações um desafio para a Justiça Eleitoral e para os próprios candidatos. Recentemente, a exibição de um vídeo gerado por IA com a imagem de Jair Bolsonaro durante uma convenção do PL trouxe o tema para o centro do debate, levantando questionamentos sobre os limites éticos e legais da propaganda eleitoral. Enquanto o senador Flávio Bolsonaro defendeu o uso da tecnologia, argumentando que a peça não visava enganar o eleitor, o episódio reforçou a necessidade de diretrizes claras. Em resposta a esse cenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia-Geral da União (AGU) articulam o lançamento de uma cartilha para padronizar o uso de IA, reforçando a proibição de deepfakes e alertando sobre os riscos da desinformação. A regulação do uso dessas ferramentas permanece como um dos maiores desafios para a integridade do próximo ciclo eleitoral.

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