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Noruega suspenderá importação de carne brasileira a partir de setembro

A medida segue diretrizes da União Europeia sobre o controle de antimicrobianos na pecuária e entra em vigor no dia 3 de setembro.

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Foto: G1 - Economia
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11/08 às 09:04, atualizado 14:33

Pontos principais

  • A suspensão abrange produtos de origem animal e tem início em 3 de setembro.
  • A decisão norueguesa alinha-se ao embargo imposto pela União Europeia em maio de 2026.
  • O bloqueio é motivado por divergências técnicas sobre o controle de antimicrobianos, e não por falhas sanitárias.
  • A Noruega representa menos de 1% das exportações brasileiras do setor, limitando o impacto comercial imediato.
  • Representantes do agronegócio brasileiro classificam a medida como uma prática protecionista.

A Noruega anunciou que interromperá a importação de produtos de origem animal provenientes do Brasil a partir de 3 de setembro. A decisão acompanha o embargo estabelecido pela União Europeia em maio de 2026, que retirou o país da lista de exportadores autorizados para o bloco. O motivo central da restrição reside em divergências sobre os procedimentos de controle de antimicrobianos na produção pecuária brasileira, e não em irregularidades sanitárias específicas nos produtos. Enquanto Argentina, Paraguai e Uruguai mantêm suas autorizações, o Brasil enfrenta um impasse diplomático relacionado ao envio de informações técnicas exigidas pelos europeus. Especialistas apontam que a retomada das exportações pode ser prolongada por questões políticas e de imagem, indo além de meras adaptações técnicas. Apesar da preocupação do setor, o impacto econômico é considerado restrito, visto que o mercado norueguês responde por menos de 1% das exportações brasileiras de carne. Representantes do agronegócio brasileiro interpretam a medida como um movimento de protecionismo comercial, intensificado após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia. Analistas avaliam, contudo, que a restrição não deve gerar um efeito cascata em outros mercados importantes, como a Arábia Saudita, que operam sob normas regulatórias distintas.

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