O governo brasileiro e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) articulam esforços para reverter a decisão da União Europeia de suspender a autorização para exportação de produtos de origem animal do Brasil, prevista para setembro de 2026. A medida afeta o mercado premium de carne bovina, que movimentou US$ 1,06 bilhão em 2025. Enquanto o bloco europeu justifica a exclusão com base em exigências de conformidade sobre o uso de antimicrobianos, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, assegura que o país atende rigorosamente aos padrões internacionais. Segundo a entidade, a divergência parece ser de natureza documental e de garantia de informações, e não por falhas sanitárias reais, uma vez que o uso de antibióticos como promotores de crescimento já é proibido no Brasil.
Em paralelo, analistas e produtores avaliam que a restrição pode ter motivações políticas vinculadas à resistência de produtores europeus ao acordo Mercosul-UE. Embora a União Europeia represente uma parcela limitada das exportações totais de aves, o impacto no setor de carne bovina é monitorado com cautela. A ABPA mantém otimismo quanto à reversão da medida antes da suspensão efetiva, reforçando que o setor possui resiliência para evitar desarranjos econômicos significativos. O governo brasileiro segue em reuniões técnicas para sanar dúvidas sobre os sistemas de controle e segregação da cadeia produtiva, apostando que a diplomacia e a dependência europeia pelo produto nacional permitam contornar o impasse.
Times Brasil • 12 mai, 23:59
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