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Setor de carne brasileiro enfrenta restrições na China e na UE

Exportações brasileiras de carne recuam devido a cotas chinesas e novas exigências sanitárias da União Europeia, pressionando o setor frigorífico.

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Foto: G1 - Economia
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16/07 às 15:02 · atualizado há 16min

Pontos principais

  • União Europeia proibirá a importação de carne brasileira a partir de 3 de setembro de 2026 por falhas no controle de antimicrobianos.
  • Cotas preferenciais para exportação à China foram esgotadas, sujeitando excedentes a uma tarifa de 55%.
  • A Abiec projeta uma queda de 10% nas exportações totais de carne bovina do Brasil para 2026.
  • Frigoríficos brasileiros iniciaram demissões e licenças coletivas para ajustar a produção à menor demanda internacional.
  • Empresas do setor buscam ampliar vendas para mercados como Estados Unidos e Rússia para compensar as perdas.

A indústria brasileira de carne bovina atravessa um momento de instabilidade comercial em 2026, pressionada por barreiras em dois de seus principais mercados consumidores. A União Europeia anunciou o bloqueio das importações de produtos de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro, citando o descumprimento de normas rigorosas sobre o uso de antimicrobianos. Segundo representantes do setor, a adequação aos novos padrões europeus é complexa e pode exigir um período de adaptação de até dois anos, dado o ciclo pecuário nacional. Simultaneamente, o mercado chinês impôs restrições após o esgotamento da cota preferencial de 1,1 milhão de toneladas, aplicando uma tarifa de 55% sobre o excedente exportado. Esse cenário de incertezas e custos elevados tem forçado as empresas a reduzir atividades produtivas e realizar ajustes no quadro de funcionários para proteger as margens de lucro. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) estima uma retração de 10% nas exportações totais do país para este ano. Para mitigar os impactos, o setor busca diversificar seus destinos comerciais, voltando atenções para mercados como os Estados Unidos e a Rússia, enquanto tenta contornar as dificuldades logísticas e regulatórias que ameaçam a liderança global do Brasil no segmento.

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