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ApexBrasil lança plano de R$ 210 mi para empresas afetadas por tarifas dos EUA

Agência busca diversificar exportações de 5,4 mil empresas brasileiras após prejuízo de US$ 2,9 bilhões causado por sobretaxas americanas no primeiro semestre de 2026.

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Foto: Times Brasil
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11/08 às 13:45 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • O plano de diversificação da ApexBrasil destina R$ 210 milhões para apoiar 5,4 mil empresas brasileiras.
  • As exportações brasileiras para os EUA registraram queda de US$ 2,9 bilhões entre janeiro e junho de 2026.
  • As novas tarifas americanas, anunciadas em julho, atingem 23,1% das exportações brasileiras com alíquotas de até 37,5%.
  • A estratégia foca em 36 mercados prioritários, incluindo Canadá, Alemanha, China e México, para reduzir a dependência dos EUA.
  • O suporte inclui auxílio para certificações internacionais, rodadas de negócios e isenção de taxas em ações de promoção.
  • O governo brasileiro também acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as medidas tarifárias.
  • Apesar da diversificação, a agência manterá operações em Washington para buscar isenções e manter o diálogo diplomático.

A ApexBrasil anunciou um plano de contingência de R$ 210 milhões para mitigar os impactos das sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump às exportações brasileiras. A medida visa atender 5,4 mil empresas nacionais que, juntas, acumularam um prejuízo de US$ 2,9 bilhões no primeiro semestre de 2026. O programa, com duração prevista de 12 meses, foca na diversificação da pauta exportadora para 36 mercados alternativos, como China, Canadá e Alemanha, reduzindo a vulnerabilidade do setor produtivo brasileiro frente às políticas protecionistas americanas. A iniciativa inclui suporte financeiro para certificações internacionais, inteligência comercial e isenção de taxas em eventos de promoção para 35 setores afetados, como calçados e máquinas. Paralelamente ao plano de diversificação, o governo brasileiro busca uma solução diplomática, com o presidente Lula planejando negociações diretas com a Casa Branca, além de ter acionado a Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar a legalidade das tarifas, que chegam a 37,5% em alguns segmentos. A ApexBrasil ressaltou que, embora o foco seja a abertura de novos mercados, a agência manterá sua estrutura em Washington para continuar as negociações por isenções tarifárias e promover setores que não foram atingidos pelas restrições.

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