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ApexBrasil investe R$ 130 milhões para diversificar exportações após tarifas dos EUA

A agência destinará R$ 130 milhões para mitigar os impactos da sobretaxa de 25% imposta pelos EUA, que atingiu US$ 7,2 bilhões em produtos brasileiros.

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Foto: Times Brasil
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17/07 às 13:15 · atualizado 20:02

Pontos principais

  • O plano de R$ 130 milhões será lançado oficialmente em agosto em parceria com 57 setores econômicos.
  • A iniciativa visa reduzir a dependência do mercado americano, priorizando destinos na União Europeia, Ásia Central e países da Asean.
  • As novas tarifas de 25% dos EUA, baseadas na Seção 301, impactam cerca de US$ 7,2 bilhões em exportações nacionais.
  • Estados como São Paulo e Santa Catarina concentram 52% do impacto econômico total das medidas tarifárias.
  • Setores como móveis, madeira, rochas ornamentais e máquinas estão entre os mais afetados pela sobretaxa.
  • Apesar das tarifas, o governo brasileiro descartou retaliações imediatas para evitar danos adicionais à economia.
  • A ApexBrasil continua negociando com o governo americano a ampliação da lista de produtos isentos da sobretaxa.
  • Dados da agência indicam que 72% das empresas exportadoras apoiadas já iniciaram processos de diversificação de destinos desde 2025.
  • O governo brasileiro contesta a decisão americana, classificando-a como uma medida de motivação política sem justificativa econômica.

Em resposta à imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos, a ApexBrasil anunciou um plano estratégico de R$ 130 milhões para diversificar os mercados de exportação do país. A medida, que será lançada oficialmente em agosto em parceria com 57 entidades do setor privado, busca mitigar os impactos financeiros que atingiram cerca de US$ 7,2 bilhões em exportações nacionais. O objetivo central da agência é reduzir a dependência do mercado estadunidense, direcionando esforços comerciais para a União Europeia, países da Asean e a Ásia Central. A estratégia é vista como uma resposta necessária diante da instabilidade gerada pela política tarifária americana, que tem pressionado margens de lucro e dificultado o planejamento de diversos setores industriais. O impacto da sobretaxa é heterogêneo, com os estados de São Paulo e Santa Catarina concentrando mais da metade dos prejuízos projetados. Setores como o de móveis, madeira e rochas ornamentais enfrentam dificuldades imediatas, enquanto a indústria de transformação, que engloba máquinas e produtos químicos, também figura entre os segmentos mais expostos. Embora o governo brasileiro tenha classificado a decisão dos EUA como politicamente motivada e sem fundamento técnico, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou retaliações imediatas, priorizando o diálogo e a busca por isenções específicas para produtos estratégicos. A ApexBrasil, sob a gestão de Laudemir Müller, tem mantido negociações ativas com entidades americanas para tentar ampliar a lista de produtos isentos, argumentando que a taxação também prejudica a economia dos EUA ao elevar custos de insumos e inflação interna. A crise comercial é considerada por especialistas como um dos momentos mais delicados nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos nas últimas décadas. Enquanto o governo brasileiro busca alternativas diplomáticas e comerciais, a CNI propôs a criação de uma missão temporária dentro do programa Nova Indústria Brasil para oferecer suporte direto aos setores industriais mais atingidos. A expectativa é que a diversificação de mercados, que já vinha sendo adotada por 72% das empresas apoiadas pela agência desde 2025, seja acelerada para garantir a sustentabilidade das exportações brasileiras a longo prazo.

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