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Anvisa revoga restrições para venda de medicamentos em marketplaces

Agência liberou plataformas como iFood e Mercado Livre para logística de fármacos, mas reforçou que empresas devem seguir normas sanitárias vigentes.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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10/08 às 05:31 · atualizado 16:32

Pontos principais

  • A Anvisa revogou resoluções que proibiam a venda e propaganda de medicamentos em plataformas digitais.
  • A medida abrange empresas como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino, Americanas e Shopee.
  • A decisão está fundamentada na Lei 15.357/2026, que autoriza farmácias a contratarem canais digitais para logística.
  • A agência esclareceu que a revogação não isenta as plataformas do cumprimento integral das normas sanitárias.
  • A implementação plena da nova lei ainda depende de regulamentações complementares a serem editadas pela Anvisa.
  • A venda permanece restrita a farmácias e drogarias licenciadas, não autorizando a comercialização direta por terceiros.
  • Entidades do setor farmacêutico aguardam definições claras sobre os limites operacionais para o modelo de marketplace.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (10), a revogação de medidas preventivas que impediam a comercialização e a propaganda de medicamentos em plataformas de e-commerce e aplicativos de entrega. A decisão contempla grandes players do mercado digital, como iFood, Rappi, Mercado Livre, Submarino, Americanas e Shopee, adequando o cenário regulatório à Lei 15.357/2026. Esta legislação permite que farmácias e drogarias licenciadas utilizem canais digitais para realizar a logística e a entrega de produtos farmacêuticos aos consumidores.

Apesar da flexibilização, a Anvisa enfatizou que a revogação das proibições não significa uma desobrigação das plataformas em relação às normas sanitárias. As empresas continuam sujeitas a todas as exigências de vigilância sanitária aplicáveis ao setor, e a medida não autoriza a venda de medicamentos por qualquer usuário ou estabelecimento sem licença. O órgão regulador destacou que a implementação completa do novo modelo de negócios ainda depende da edição de regulamentações específicas, que definirão os limites operacionais e os critérios de responsabilidade para cada parte envolvida na cadeia de distribuição.

O setor farmacêutico e as empresas de tecnologia acompanham as próximas etapas da regulamentação com expectativa. Enquanto o Mercado Livre já testa projetos piloto de venda direta em São Paulo, o iFood reforçou que seu modelo de negócio foca na intermediação logística, mantendo a responsabilidade pela dispensação dos fármacos estritamente com as farmácias parceiras. A expectativa é que, com as novas diretrizes da Anvisa, o mercado de delivery de medicamentos ganhe maior segurança jurídica, garantindo que a conveniência digital não comprometa a integridade dos produtos ou a saúde pública.

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