Auditoria aponta que DOGE superestimou economias governamentais
Relatório do GAO contesta cálculos do DOGE, afirmando que as estimativas de economia de até US$ 215 bilhões carecem de evidências e transparência.
Pontos principais
- O Government Accountability Office concluiu que as estimativas de economia do DOGE são imprecisas e carecem de provas.
- O departamento incluiu no cálculo rescisões de contratos já previstas anteriormente e contratos que nunca foram cancelados.
- Auditores identificaram erros metodológicos graves e falta de transparência na apresentação dos dados de redução de despesas.
- As inconsistências afetam tanto as alegações de US$ 110 bilhões quanto as de US$ 215 bilhões divulgadas pelo órgão.
Um relatório do Government Accountability Office (GAO) dos EUA revelou que o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) superestimou significativamente os resultados de sua gestão. Segundo os auditores, as cifras de economia anunciadas pelo órgão, que variam entre US$ 110 bilhões e US$ 215 bilhões, carecem de comprovação técnica. A análise aponta que o departamento incluiu rescisões contratuais já planejadas antes de sua criação e contabilizou economias de contratos que, na prática, permanecem ativos. A metodologia utilizada pelo DOGE foi duramente criticada pela falta de transparência e pela fragilidade dos dados apresentados. Essas descobertas colocam em xeque a eficácia real das medidas de corte de gastos implementadas sob a administração de Donald Trump, sugerindo que os resultados divulgados não refletem a economia efetiva gerada pela pasta.
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