Decisão judicial classifica como inconstitucional o corte de US$ 100 milhões em verbas de humanidades promovido pelo Doge na gestão Trump.
Um juiz federal dos Estados Unidos determinou que o cancelamento de mais de US$ 100 milhões em subsídios para humanidades, realizado pelo Departamento de Eficiência Governamental (Doge) sob a administração de Donald Trump, foi inconstitucional. A decisão judicial concluiu que a interrupção de cerca de 1.400 repasses financeiros, que já haviam sido aprovados pelo Congresso americano, foi discriminatória e ilegal. A medida fazia parte de uma agenda agressiva de corte de gastos liderada por Elon Musk, que buscava reduzir o tamanho do Estado e eliminar despesas consideradas desnecessárias pela nova gestão. O tribunal destacou que a ação do governo apresentou um viés político claro ao atingir pesquisadores e escritores, violando os procedimentos legais para a execução orçamentária. A sentença representa um revés significativo para os esforços de austeridade do Doge, reforçando os limites do poder executivo na gestão de verbas aprovadas pelo Legislativo.
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