Vice de Flávio Bolsonaro é investigado no STF por crimes graves
O deputado Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro, é alvo de inquérito no STF por suspeitas de estupro de vulnerável e desvio de verbas.
Pontos principais
- Alfredo Gaspar (PL-AL) foi anunciado como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro para 2026.
- O parlamentar é investigado pelo STF por suposto estupro de vulnerável ocorrido há oito anos.
- Gaspar também enfrenta apurações sobre o suposto desvio de R$ 6 milhões em emendas parlamentares.
- O ministro Gilmar Mendes aguarda pareceres da PF e da PGR para avançar com o inquérito.
- A defesa de Gaspar nega as acusações e alega perseguição política devido à sua atuação em CPIs.
- A campanha de Flávio Bolsonaro classificou as denúncias como manobras políticas para desviar o foco de investigações contra o governo.
O deputado federal Alfredo Gaspar, recentemente oficializado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, tornou-se o centro de uma controvérsia jurídica no Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar é alvo de um pedido de investigação por suspeita de estupro de vulnerável, caso que remonta a oito anos atrás. Além da acusação criminal, Gaspar é investigado por suposto desvio de R$ 6 milhões em verbas de emendas parlamentares, fatos que ganharam relevância nacional após o anúncio de sua candidatura para o pleito de 2026. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, mantém o processo sob análise, aguardando diligências da Polícia Federal e o parecer da Procuradoria-Geral da República para decidir sobre a abertura formal do inquérito. A tramitação ocorre no Supremo devido ao foro privilegiado do deputado. Em sua defesa, Alfredo Gaspar nega veementemente as acusações, sustentando que as denúncias são tentativas de retaliação política motivadas por sua atuação incisiva como relator em comissões parlamentares de inquérito, como a CPMI do INSS. O parlamentar chegou a apresentar queixas-crime contra os congressistas que formalizaram a representação contra ele no tribunal. Por sua vez, a campanha de Flávio Bolsonaro classificou as acusações como levianas, argumentando que o objetivo seria desviar a atenção pública de investigações envolvendo o filho do presidente Lula, Fábio Luís. A escolha de Gaspar, que possui um histórico político ligado à família Calheiros em Alagoas, visava inicialmente fortalecer a oposição ao governo atual através da exploração de temas sensíveis à gestão petista. Contudo, o desgaste provocado pelas investigações no STF coloca novos desafios para a articulação da chapa bolsonarista, que busca consolidar sua narrativa eleitoral em meio ao acirramento das disputas judiciais e políticas que marcam o cenário pré-eleitoral.
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