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Ex-chefe de gabinete de Lula deixa campanha após empréstimo de lobista

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, pediu desligamento da campanha de Lula após revelações de um empréstimo de R$ 249 mil feito por uma empresária investigada pela PF.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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05/08 às 11:45 · atualizado 19/09 às 18:51

Pontos principais

  • Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, comunicou sua saída ao presidente Lula e ao presidente do PT, Edinho Silva.
  • O afastamento ocorre após a Polícia Federal identificar um repasse financeiro da lobista Roberta Luchsinger para Marcola.
  • Luchsinger é alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes na Previdência Social e tráfico de influência.
  • Marcola confirmou ter recebido R$ 249 mil da empresária, alegando tratar-se de um empréstimo pessoal já quitado.
  • O ex-chefe de gabinete afirmou que a decisão de sair da campanha visa evitar desgastes políticos e disputas internas.
  • O presidente Lula defendeu a apuração da PF sobre o caso, mas minimizou a prática ao considerar normal a realização de empréstimos entre pessoas físicas.
  • A declaração de Lula foi feita durante reunião com dirigentes do PSOL e da Rede para conter ruídos políticos sobre sua equipe.

Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente Lula, formalizou seu pedido de desligamento da coordenação da campanha presidencial. A decisão foi tomada após a revelação de que ele recebeu um empréstimo de R$ 249 mil da empresária e lobista Roberta Luchsinger, alvo da Operação Sem Desconto, que apura crimes de fraude contra a Previdência Social e tráfico de influência. Em nota, Marcola defendeu a legitimidade da transação, classificando o repasse como um empréstimo privado já quitado.

O presidente Lula manifestou-se sobre o episódio durante reunião com dirigentes do PSOL e da Rede, defendendo a continuidade das investigações da Polícia Federal. Ao mesmo tempo, o presidente buscou conter ruídos políticos ao minimizar o ocorrido, declarando considerar normal a prática de empréstimos entre pessoas físicas. Apesar da justificativa, o envolvimento de seu nome em uma investigação federal gerou pressão sobre a equipe de campanha, levando Marcola a deixar o cargo para evitar desgastes e conflitos internos. O caso segue sendo explorado pela oposição para questionar a integridade da estrutura de apoio ao governo.

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