PF mira senador Weverton Rocha em nova fase da Operação Sem Desconto
Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão contra familiares do senador e o advogado Willer Tomaz por suspeitas de desvios no INSS.
Pontos principais
- A Operação Sem Desconto investiga um esquema de fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS.
- Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão.
- A investigação aponta o senador Weverton Rocha como articulador central do esquema.
- Familiares do parlamentar, incluindo esposa, filha e irmãs, foram alvos de diligências.
- O advogado Willer Tomaz é apontado como peça-chave na gestão patrimonial do grupo.
- A PF estima que os desvios ocorridos entre 2019 e 2024 possam totalizar R$ 6,3 bilhões.
- Agentes apreenderam uma máquina de contar dinheiro e valores em espécie durante a ação.
- Documentos indicam que a esposa do senador teria recebido R$ 11 milhões de empresas ligadas a Willer Tomaz.
- O ministro do STF André Mendonça autorizou as medidas, citando indícios robustos de irregularidades.
- O senador Weverton Rocha nega as acusações e afirma que suas movimentações financeiras são legais.
A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Sem Desconto, focada em desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão simultaneamente no Distrito Federal e no Maranhão. Entre os principais alvos da ação estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz de Souza, apontado pelos investigadores como um dos operadores centrais da estrutura criminosa.
De acordo com o relatório da Polícia Federal, o senador Weverton Rocha teria atuado de forma ativa na indicação de beneficiários e na cobrança de pagamentos em troca de favores políticos. O termo "sem desconto" faz referência a mensagens interceptadas que sugerem a exigência de valores integrais em esquemas de corrupção. A investigação aponta que o grupo teria movimentado recursos ilícitos através de contas de terceiros e empresas de fachada, com suspeitas de desvios que, segundo estimativas preliminares, podem alcançar R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes da Polícia Federal localizaram uma máquina de contar dinheiro e quantias em espécie ainda não contabilizadas. Entre os pontos de atenção dos investigadores está o recebimento de R$ 11 milhões pela esposa do senador, Samya Rocha, provenientes de empresas vinculadas a Willer Tomaz. Além disso, a apuração analisa a compra de uma mansão em Brasília, registrada em nome de uma empresa ligada ao advogado, que seria utilizada pelo parlamentar.
Em nota, o senador Weverton Rocha refutou as suspeitas, declarando que não possui nada a esconder e que todas as suas movimentações financeiras são lícitas, estando devidamente declaradas à Receita Federal. Por sua vez, a defesa de Willer Tomaz negou qualquer envolvimento em irregularidades, argumentando que a busca em seu endereço está relacionada exclusivamente à propriedade de uma aeronave que teria sido utilizada pelo senador. O caso segue sob sigilo no STF enquanto a Polícia Federal aprofunda a análise dos documentos e materiais apreendidos para rastrear o fluxo financeiro do esquema.
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