Irã negocia com Omã controle de tráfego no Estreito de Ormuz
Teerã busca autoridade para intervir na entrada de navios e monitorar saídas na via estratégica, enquanto negociações para reabrir o estreito avançam em meio a tensões regionais.
Pontos principais
- O plano iraniano prevê que o país tenha poder de intervenção direta sobre embarcações que entram no Estreito de Ormuz.
- A proposta sugere que Omã supervisione as saídas da rota, mediante notificação prévia obrigatória ao governo do Irã.
- O governo dos Estados Unidos mantém oposição a qualquer acordo que conceda ao Irã controle sobre a via ou a cobrança de taxas.
- O presidente Donald Trump classificou o diálogo como uma oportunidade para evitar uma escalada militar na região.
- O fluxo de embarcações no estreito segue reduzido desde o início do conflito em fevereiro de 2026.
- Um novo incidente envolvendo um navio cargueiro atingido por um projétil foi registrado próximo à costa de Omã durante as tratativas.
- O Catar defendeu a normalização da navegação, mas as negociações diplomáticas ainda não possuem um prazo definido para conclusão.
O governo do Irã está em negociações avançadas com Omã para estabelecer um novo protocolo de controle sobre o Estreito de Ormuz. A proposta iraniana visa garantir ao país a autoridade para intervir no tráfego de entrada de embarcações, enquanto a saída dos navios seria monitorada por Omã, sob a condição de notificação prévia a Teerã. O objetivo declarado das tratativas é a reabertura da via marítima, que permanece praticamente bloqueada desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, em fevereiro de 2026. A instabilidade na região, vital para o transporte global de energia, mantém os mercados em alerta, com o preço do petróleo Brent apresentando volatilidade conforme as expectativas de um possível acordo.
Apesar dos esforços diplomáticos, a proposta enfrenta forte resistência dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump reiterou a oposição americana a qualquer concessão que permita ao Irã controlar o estreito ou instituir cobranças de pedágios, classificando as negociações como a última chance para evitar um agravamento militar. O cenário de incerteza é agravado por incidentes recorrentes, como o recente ataque a um cargueiro próximo à costa de Omã. Enquanto o Catar defende a normalização do tráfego, a ausência de um cronograma definido para o acordo mantém o impasse diplomático e logístico, impactando diretamente o abastecimento global de petróleo.
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