EUA iniciam ataques contra Irã após fechamento do Estreito de Ormuz
Após o Irã bloquear o Estreito de Ormuz e atingir um navio comercial, os EUA iniciaram uma nova ofensiva militar, elevando a tensão global.
Pontos principais
- O Comando Central dos EUA confirmou a terceira ofensiva militar contra o Irã nesta semana.
- O presidente Donald Trump autorizou os ataques após forças iranianas atingirem o navio GFS Galaxy.
- O governo do Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado.
- Teerã justifica o bloqueio como resposta à interferência americana e à revogação de isenções para venda de petróleo.
- O incidente causou a disparada nos preços internacionais do petróleo e pressionou os custos de frete marítimo.
- Esforços diplomáticos mediados por Omã seguem em curso, embora o Irã tenha rejeitado propostas de rotas alternativas.
- O presidente Donald Trump declarou oficialmente o fim do cessar-fogo entre as duas nações.
A tensão no Golfo Pérsico atingiu um novo patamar após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz por tempo indeterminado. A decisão foi tomada pela Guarda Revolucionária Iraniana após um ataque a uma embarcação comercial, o GFS Galaxy, que sofreu danos graves na casa de máquinas e deixou um tripulante civil desaparecido. Em resposta, o presidente Donald Trump autorizou uma nova rodada de ataques militares, marcando a terceira ofensiva americana na região apenas nesta semana. O governo iraniano alega que a medida é uma retaliação à interferência dos Estados Unidos e à recente revogação de isenções para a venda de petróleo bruto em dólares, o que Teerã considera uma violação de acordos prévios.
O bloqueio de uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de energia gerou preocupações imediatas no mercado global, resultando na disparada dos preços do petróleo e no aumento dos custos de seguros marítimos. Enquanto o cenário militar se intensifica, esforços diplomáticos tentam conter a escalada. O chanceler iraniano, Seyyed Abbas Araghchi, reuniu-se com autoridades de Omã para discutir a segurança na região com base no Memorando de Entendimento de Islamabad. Apesar das negociações, o Irã tem rejeitado propostas de rotas alternativas para a navegação, mantendo o impasse com Washington.
O presidente Donald Trump declarou que o cessar-fogo entre os dois países chegou ao fim, sinalizando uma postura de confronto direto. A situação permanece volátil, com a comunidade internacional monitorando os impactos do bloqueio no fluxo de energia e a possibilidade de novos desdobramentos militares. A diplomacia, liderada por Omã, busca encontrar mecanismos para garantir a passagem segura de navios, mas a falta de consenso entre Washington e Teerã mantém a região em estado de alerta máximo.
Fontes primárias
Marinha da IRGC declara fechamento do Estreito de Ormuz
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã declarou: "O Estreito de Ormuz está fechado até novo aviso e permanecerá fechado até que os Estados Unidos encerrem sua intervenção na região", acrescentando que "nenhum navio será autorizado a atravessar o estreito". A força afirma ter disparado um tiro de advertência contra uma embarcação que ignorou instruções de navegação e havia desligado seus sistemas de bordo, criando o que classificou como um risco à segurança marítima. A IRGC alerta que, caso o "inimigo agressor" explore o episódio como pretexto para nova agressão, receberá "resposta contundente", com "bases adicionais do inimigo na região" sendo alvo. O comunicado responsabiliza Estados Unidos, Israel e países que hospedam instalações militares por qualquer consequência do fechamento.
CENTCOM anuncia terceira rodada de ataques contra o Irã
O CENTCOM declarou que, às 19h15 (horário do leste dos EUA) de 11 de julho, as forças americanas iniciaram a terceira rodada de ataques da semana contra o Irã, em resposta a um ataque da Guarda Revolucionária iraniana (IRGC) ao M/V GFS Galaxy, navio porta-contêineres de bandeira cipriota em trânsito pelo Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado, um tripulante civil está desaparecido e o navio ficou incapacitado de prosseguir viagem devido a um incêndio a bordo e danos significativos na casa de máquinas. O CENTCOM afirma que "o Irã recebeu mais uma oportunidade de demonstrar adesão ao Memorando de Entendimento, após ter sido responsabilizado por ataques anteriores a embarcações comerciais, mas voltou a falhar", e que os EUA estão "impondo um custo pesado ao continuar degradando a capacidade do Irã de atacar marítimos civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito".
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