Centrais sindicais entregam propostas ao governo contra tarifas dos EUA
Entidades sindicais buscam proteger a indústria nacional e o emprego após o aumento de tarifas imposto pela administração de Donald Trump.
Pontos principais
- Centrais como CUT, Força Sindical e UGT entregaram um documento com medidas de reação ao tarifaço americano.
- As propostas incluem a revisão da Lei de Patentes e o fortalecimento do Mercosul como estratégia de integração regional.
- O plano sugere incentivos à produção nacional e maior atuação do BNDES condicionada à manutenção de empregos.
- O governo brasileiro já formalizou um pedido de consultas contra os EUA na OMC por considerar as tarifas inconsistentes.
Representantes das principais centrais sindicais brasileiras formalizaram a entrega de um conjunto de propostas ao governo federal visando mitigar os impactos econômicos decorrentes das recentes tarifas protecionistas impostas pela administração de Donald Trump. O documento, que conta com o apoio de entidades como CUT, Força Sindical e CTB, defende o fortalecimento do Mercosul e a revisão da Lei de Patentes como mecanismos de proteção à indústria nacional. Além disso, as centrais propõem que qualquer auxílio governamental a empresas seja condicionado à manutenção dos postos de trabalho. A iniciativa ocorre em paralelo a uma ação diplomática do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), onde o governo brasileiro contesta a legalidade das medidas tarifárias americanas, classificando-as como inconsistentes com os acordos internacionais de comércio vigentes.
