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Governo cria linha de crédito para setores afetados por tarifas dos EUA

Medida oferece juros reduzidos a empresas impactadas pela taxação de 25% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

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Foto: G1 Política
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22/07 às 10:15 · atualizado há 7min

Pontos principais

  • A nova linha de crédito, inspirada no programa 'Brasil Soberano', visa mitigar os efeitos das tarifas americanas.
  • Para acessar o benefício, as empresas devem se comprometer com a manutenção dos postos de trabalho atuais.
  • O governo brasileiro descartou, neste momento, a concessão de desonerações tributárias para os setores atingidos.
  • Setores como calçados, etanol e madeira são os principais alvos da sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos.
  • Representantes do setor de logística alertam que retaliações comerciais podem agravar a crise e defendem o diálogo diplomático.

O governo brasileiro anunciou nesta quarta-feira a criação de uma linha de crédito com juros reduzidos voltada a apoiar os setores produtivos impactados pela recente imposição de tarifas de 25% pelos Estados Unidos. A medida, que segue os moldes do programa 'Brasil Soberano', busca oferecer fôlego financeiro a indústrias como a de calçados, etanol e madeira, que enfrentam incertezas após a decisão do governo de Donald Trump. Para aderir ao programa, as empresas deverão firmar o compromisso de manter seus níveis de emprego, evitando demissões em massa diante da queda nas exportações para o mercado americano.

A decisão de Washington, baseada na Lei de Comércio de 1974, justifica-se sob alegações de práticas comerciais desleais e preocupações ambientais, atingindo um volume de exportações brasileiras estimado entre US$ 7 bilhões e US$ 11 bilhões. Enquanto o governo federal prioriza o suporte ao crédito, descartando desonerações tributárias no momento, o setor de logística e transporte de cargas manifestou preocupação com o cenário. Entidades do setor defendem que o Brasil busque uma solução negociada e evite medidas de retaliação, temendo que uma escalada no conflito comercial possa prejudicar ainda mais a competitividade das empresas nacionais no exterior.

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