Mortes que a declaração de óbito atribui à ação da polícia: 500 em 2016, o segundo maior valor da série, atrás só do pico de 576 em 2003.
Mortes que a estatística vital classifica como intervenção legal (CID-10 Y35, sem as execuções, e Y89.0): quem morreu por ação de policial ou de outro agente da lei em serviço — a mesma categoria das mortes por intervenção legal no Brasil e nos Estados Unidos. Na linguagem oficial venezuelana, boa parte destes casos é registrada como "resistencia a la autoridad".
Foram 132 em 1996, oscilou entre 100 e 600 a década seguinte (com pico de 576 em 2003), caiu para 73 em 2014 e saltou para 287 em 2015 e 500 em 2016 — quase sete vezes mais em dois anos. A alta coincide com a Operación de Liberación del Pueblo (OLP), a série de operações policiais e militares lançada em julho de 2015, amplamente documentada por organizações de direitos humanos como tendo elevado a letalidade policial no país.
O número vem da declaração de óbito, como o SIM no Brasil e a declaração de óbito americana: microdados brutos em CID-10 que a Venezuela transmite à Organização Mundial da Saúde (WHO Mortality Database), com o código de quatro dígitos que separa o meio. A série para em 2016: é o último ano em que a base traz uma linha da Venezuela — o país não voltou a enviar estatística vital regular depois disso.
| Período | Intervenção legal | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2016 | 500 | +74,2% |
| 2015 | 287 | +293,2% |
| 2014 | 73 | −52,0% |
| 2013 | 152 | +42,1% |
| 2012 | 107 | −10,1% |
| 2011 | 119 | −36,4% |
| 2010 | 187 | +2,7% |
| 2009 | 182 | +14,5% |
| 2008 | 159 | −2,5% |
| 2007 | 163 | +12,4% |
| 2006 | 145 | −43,8% |
| 2005 | 258 | −46,3% |
| 2004 | 480 | −16,7% |
| 2003 | 576 | +31,2% |
| 2002 | 439 | +20,3% |
| 2001 | 365 | +8,6% |
| 2000 | 336 | +56,3% |
| 1999 | 215 | +73,4% |
| 1998 | 124 | +18,1% |
| 1997 | 105 | −20,5% |
| 1996 | 132 | — |