Mortes que a declaração de óbito atribui à ação da polícia: 853 em 2024, bem abaixo do que as contagens feitas caso a caso encontram.
Mortes que o NCHS classifica como intervenção legal (CID-10 Y35, sem as execuções, e Y89.0): quem morreu por ação de policial ou de outro agente da lei em serviço, por qualquer meio. É a mesma categoria das mortes por intervenção legal no Brasil.
Foram 853 em 2024, o dobro de 2001.
A série oficial conta de menos, e sabe disso. Quem preenche a declaração de óbito nem sempre registra que o autor era policial, e a morte vira homicídio comum. A contagem do Washington Post, feita caso a caso, achou 1.175 mortes a tiro pela polícia em 2024, sem contar as mortes por taser, asfixia ou atropelamento. De 2015 a 2024 a série do CDC subiu 59% e a do Post, 18%: parte da alta oficial é a declaração de óbito registrando melhor o que já acontecia.
O número vem da declaração de óbito, como o do SIM no Brasil: é o NCHS (o centro de estatísticas de saúde do CDC) que classifica cada morte pela CID-10. Lemos pelo WISQARS, a ferramenta de lesões do CDC, que usa os mesmos arquivos anuais de mortalidade que o CDC WONDER. A taxa é por 100 mil habitantes, com a população que o próprio CDC usa, e confere com a publicada em todos os anos.
| Período | Intervenção legal | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 853 | +10,3% |
| 2023 | 773 | −5,4% |
| 2022 | 817 | +20,5% |
| 2021 | 678 | −14,5% |
| 2020 | 793 | +19,1% |
| 2019 | 666 | +5,9% |
| 2018 | 629 | +1,3% |
| 2017 | 621 | +9,5% |
| 2016 | 567 | +5,8% |
| 2015 | 536 | +1,3% |
| 2014 | 529 | −0,4% |
| 2013 | 531 | −6,5% |
| 2012 | 568 | +14,3% |
| 2011 | 497 | +18,1% |
| 2010 | 421 | +0,2% |
| 2009 | 420 | +1,9% |
| 2008 | 412 | −4,8% |
| 2007 | 433 | −6,3% |
| 2006 | 462 | +4,8% |
| 2005 | 441 | +10,3% |
| 2004 | 400 | −8,5% |
| 2003 | 437 | +8,2% |
| 2002 | 404 | −2,2% |
| 2001 | 413 | — |