Mortes por agressão e por intervenção legal registradas nas declarações de óbito, de 1989 em diante.
Quantas pessoas morreram no Brasil, em cada ano, por agressão de outra pessoa ou por ação de agente do Estado. São os óbitos classificados nos códigos X85–Y09 e Y35–Y36 da CID-10, tabulados pelo Atlas da Violência a partir do Sistema de Informações sobre Mortalidade.
A série cobre mais de três décadas e tem um formato claro: sobe quase sem interrupção de 1989 até o pico de 2017, cai forte entre 2018 e 2021, e desde então continua caindo mais devagar.
O total inclui as mortes causadas pela polícia. A definição do Atlas soma agressões (CID-10 X85–Y09) e intervenções legais (Y35–Y36), que é como a série é publicada desde o começo. As mortes por intervenção policial aparecem à parte na seção, mas são um subconjunto deste número — somar as duas séries conta as mesmas mortes duas vezes.
O número vem do atestado de óbito, não do boletim de ocorrência. O Atlas da Violência tabula o Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, que registra a causa da morte declarada pelo médico legista. É uma régua diferente da estatística criminal das polícias, publicada no Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública: uma conta mortes, a outra conta ocorrências registradas. Os dois números nunca coincidem, e a diferença entre eles não mede subnotificação — mede duas formas de olhar para o mesmo fato.
A contagem sozinha engana. A população brasileira cresceu durante toda a série, então o número de mortes e o risco de morrer não andam juntos. Para comparar 1990 com 2024, a régua é a taxa por 100 mil habitantes.
| Período | Homicídios | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 42.590 | −6,9% |
| 2023 | 45.747 | −1,4% |
| 2022 | 46.409 | −3,0% |
| 2021 | 47.847 | −4,1% |
| 2020 | 49.868 | +9,6% |
| 2019 | 45.503 | −21,5% |
| 2018 | 57.956 | −11,7% |
| 2017 | 65.602 | +4,9% |
| 2016 | 62.517 | +5,8% |
| 2015 | 59.080 | −2,3% |
| 2014 | 60.474 | +5,4% |
| 2013 | 57.396 | +0,6% |
| 2012 | 57.045 | +8,0% |
| 2011 | 52.807 | −0,4% |
| 2010 | 53.016 | +1,9% |
| 2009 | 52.043 | +2,7% |
| 2008 | 50.659 | +5,1% |
| 2007 | 48.219 | −3,0% |
| 2006 | 49.704 | +3,3% |
| 2005 | 48.136 | −1,6% |
| 2004 | 48.909 | −5,1% |
| 2003 | 51.534 | +3,4% |
| 2002 | 49.816 | +3,7% |
| 2001 | 48.032 | +5,7% |
| 2000 | 45.433 | +5,8% |
| 1999 | 42.947 | +2,3% |
| 1998 | 41.974 | +3,6% |
| 1997 | 40.531 | +4,1% |
| 1996 | 38.929 | +4,8% |
| 1995 | 37.152 | +13,9% |
| 1994 | 32.631 | +6,6% |
| 1993 | 30.618 | +7,2% |
| 1992 | 28.555 | −7,1% |
| 1991 | 30.752 | −3,9% |
| 1990 | 32.015 | +11,3% |
| 1989 | 28.767 | — |