A fatia da força de trabalho paraguaia que procurou emprego e não encontrou, a cada trimestre da EPHC.
A taxa de desocupação (tasa de desocupados) do INE Paraguay: entre as pessoas na força de trabalho — quem trabalha ou procura trabalho —, a fatia que não tinha emprego e procurou ativamente.
O desenho da série. O mínimo é 3,56% no 4° trimestre de 2025; o máximo, 8,45%, no 1° trimestre de 2022 — mais alto do que qualquer trimestre da pandemia, que no Paraguai empurrou a série menos do que em vizinhos como o Chile ou o Uruguai (ver abaixo por quê). No 2° trimestre de 2026, a taxa está em 4,09% — perto do piso da série.
Por que a pandemia não aparece como pico aqui. No 2° trimestre de 2020, quando a força de trabalho encolheu de 72,3% para 66,4% da população em idade de trabalhar — o tombo mais forte da série —, a taxa de desocupação mal se moveu: caiu de 7,69% para 7,55%. Quem perdeu o emprego e não pôde procurar outro durante a quarentena saiu da força de trabalho em vez de virar desocupado. Para ver esse efeito, olhe a taxa de participação e o nível de ocupação lado a lado.
Estar ocupado não quer dizer estar bem empregado. Uma hora de trabalho na semana já classifica a pessoa como ocupada. Quem trabalha menos horas do que gostaria aparece na taxa de subemprego, não aqui.
De onde vem. A Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) é a pesquisa domiciliar trimestral do INE Paraguay sobre o mercado de trabalho. O recorte "Total país" usado aqui exclui os departamentos de Boquerón e Alto Paraguay (a região do Chaco mais isolada, de baixa densidade populacional), as comunidades indígenas e as moradias coletivas — a própria nota de rodapé do INE no arquivo.
A série inteira já está na base populacional mais recente. O arquivo consultado (Cuadro N° 1) traz 2017T1–2026T2 já reponderado pelas "nuevas estimaciones y proyecciones (revisión 2025)" — ao contrário de países como o Uruguai, que ainda tem uma quebra de projeção populacional não resolvida na própria série, aqui os 38 trimestres usam a mesma base de população do início ao fim.
Nem todo trimestre é comparável. Cinco trimestres (2018T1, 2018T3, 2020T2, 2025T3 e 2026T1) vêm com uma nota do INE avisando que quem não respondeu à pesquisa ficou de fora da população em idade de trabalhar daquele trimestre — não é um recorte de pandemia, é uma nota que aparece espalhada pela série inteira. Os pontos afetados estão marcados.
| Período | Desemprego | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 4,1% | −1,2 p.p. |
| 1º tri 2026 | 5,3% | +1,7 p.p. |
| 4º tri 2025 | 3,6% | −1,3 p.p. |
| 3º tri 2025 | 4,9% | −0,1 p.p. |
| 2º tri 2025 | 5,0% | −0,5 p.p. |
| 1º tri 2025 | 5,5% | +1,0 p.p. |
| 4º tri 2024 | 4,5% | −0,8 p.p. |
| 3º tri 2024 | 5,3% | −1,2 p.p. |
| 2º tri 2024 | 6,5% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2024 | 6,7% | +1,5 p.p. |
| 4º tri 2023 | 5,2% | −0,9 p.p. |
| 3º tri 2023 | 6,1% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2023 | 5,9% | −0,6 p.p. |
| 1º tri 2023 | 6,5% | +0,7 p.p. |
| 4º tri 2022 | 5,8% | −0,4 p.p. |
| 3º tri 2022 | 6,2% | −0,7 p.p. |
| 2º tri 2022 | 6,9% | −1,5 p.p. |
| 1º tri 2022 | 8,4% | +1,6 p.p. |
| 4º tri 2021 | 6,8% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2021 | 6,6% | −1,8 p.p. |
| 2º tri 2021 | 8,4% | +0,4 p.p. |
| 1º tri 2021 | 8,0% | +1,0 p.p. |
| 4º tri 2020 | 7,0% | −0,9 p.p. |
| 3º tri 2020 | 7,9% | +0,3 p.p. |
| 2º tri 2020 | 7,6% | −0,1 p.p. |
| 1º tri 2020 | 7,7% | +2,0 p.p. |
| 4º tri 2019 | 5,7% | −0,4 p.p. |
| 3º tri 2019 | 6,1% | −1,2 p.p. |
| 2º tri 2019 | 7,3% | +0,5 p.p. |
| 1º tri 2019 | 6,8% | +1,2 p.p. |
| 4º tri 2018 | 5,6% | −0,4 p.p. |
| 3º tri 2018 | 6,0% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2018 | 5,8% | −1,3 p.p. |
| 1º tri 2018 | 7,1% | +2,0 p.p. |
| 4º tri 2017 | 5,1% | −0,8 p.p. |
| 3º tri 2017 | 5,9% | −1,5 p.p. |
| 2º tri 2017 | 7,4% | +1,2 p.p. |
| 1º tri 2017 | 6,2% | — |