A fatia dos ocupados paraguaios que trabalha menos horas do que gostaria e está disponível para trabalhar mais.
O INE Paraguay chama de subocupación por insuficiencia de tiempo de trabajo (ou "subocupación visible"): entre os ocupados, quem trabalha menos horas do que gostaria, está disponível para trabalhar mais e não consegue.
Não é a "tasa combinada". O arquivo do INE também publica uma "tasa combinada de subocupación y desocupación", que soma os dois grupos — mas isso conta de novo quem já está na taxa de desocupação, então não entra aqui. Só a subocupação pura, sem o desemprego somado.
A série começa em 2019. Desde 2019, o INE recalcula esta taxa usando só as horas da ocupação principal — o questionário deixou de perguntar horas em ocupações secundárias. O arquivo também traz uma versão anterior, comparável de 2017 em diante mas com um buraco justamente no 2° trimestre de 2020 (a nota de rodapé do próprio INE avisa a incomparabilidade); esta página usa a versão atual, sem esse buraco, porque é a metodologia que vale para os trimestres mais recentes.
O desenho da série. O mínimo é 2,72% no 3° trimestre de 2023; o máximo, 9,25%, no 3° trimestre de 2020, no meio da pandemia — ao contrário da taxa de desocupação, que mal reagiu à pandemia, o subemprego disparou: quem manteve algum vínculo de trabalho, mas com jornada reduzida pela quarentena, continuou contando como ocupado, só que subocupado. No 2° trimestre de 2026, a taxa está em 4,89%.
De onde vem. A Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) é a pesquisa domiciliar trimestral do INE Paraguay sobre o mercado de trabalho. O recorte "Total país" usado aqui exclui os departamentos de Boquerón e Alto Paraguay (a região do Chaco mais isolada, de baixa densidade populacional), as comunidades indígenas e as moradias coletivas — a própria nota de rodapé do INE no arquivo.
A série inteira já está na base populacional mais recente. O arquivo consultado (Cuadro N° 1) traz 2017T1–2026T2 já reponderado pelas "nuevas estimaciones y proyecciones (revisión 2025)" — ao contrário de países como o Uruguai, que ainda tem uma quebra de projeção populacional não resolvida na própria série, aqui os 38 trimestres usam a mesma base de população do início ao fim.
Nem todo trimestre é comparável. Cinco trimestres (2018T1, 2018T3, 2020T2, 2025T3 e 2026T1) vêm com uma nota do INE avisando que quem não respondeu à pesquisa ficou de fora da população em idade de trabalhar daquele trimestre — não é um recorte de pandemia, é uma nota que aparece espalhada pela série inteira. Os pontos afetados estão marcados.
| Período | Subemprego | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 4,9% | +1,0 p.p. |
| 1º tri 2026 | 3,9% | +0,2 p.p. |
| 4º tri 2025 | 3,7% | −0,5 p.p. |
| 3º tri 2025 | 4,2% | +0,3 p.p. |
| 2º tri 2025 | 3,9% | +0,6 p.p. |
| 1º tri 2025 | 3,3% | −0,1 p.p. |
| 4º tri 2024 | 3,4% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2024 | 3,2% | −0,2 p.p. |
| 2º tri 2024 | 3,4% | +0,4 p.p. |
| 1º tri 2024 | 3,0% | −0,1 p.p. |
| 4º tri 2023 | 3,1% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2023 | 2,7% | −1,3 p.p. |
| 2º tri 2023 | 4,0% | +0,3 p.p. |
| 1º tri 2023 | 3,7% | −0,7 p.p. |
| 4º tri 2022 | 4,4% | −0,8 p.p. |
| 3º tri 2022 | 5,2% | +0,6 p.p. |
| 2º tri 2022 | 4,6% | −0,6 p.p. |
| 1º tri 2022 | 5,2% | +0,6 p.p. |
| 4º tri 2021 | 4,6% | −0,8 p.p. |
| 3º tri 2021 | 5,4% | −2,4 p.p. |
| 2º tri 2021 | 7,8% | +1,7 p.p. |
| 1º tri 2021 | 6,1% | −0,8 p.p. |
| 4º tri 2020 | 6,9% | −2,4 p.p. |
| 3º tri 2020 | 9,3% | +1,8 p.p. |
| 2º tri 2020 | 7,5% | +0,6 p.p. |
| 1º tri 2020 | 6,9% | 0,0 p.p. |
| 4º tri 2019 | 6,9% | −0,1 p.p. |
| 3º tri 2019 | 7,0% | −0,7 p.p. |
| 2º tri 2019 | 7,7% | +0,1 p.p. |
| 1º tri 2019 | 7,6% | — |