A fatia da população paraguaia em idade de trabalhar que está ocupada — o contraponto da taxa de desemprego que não depende de quem procura trabalho.
Ocupados ÷ população em idade de trabalhar. O INE chama de Tasa de Ocupados; aqui usamos o nome do Brasil e do Uruguai, nível de ocupação, porque é o mesmo conceito — a divisão é pela população em idade de trabalhar inteira, não só por quem está na força de trabalho.
É o que torna a série imune ao desalento. Quem desiste de procurar sai da força de trabalho e some da taxa de desocupação, mas continua no denominador daqui. No 2° trimestre de 2020 isso ficou visível: o nível de ocupação caiu de 66,7% para 61,4% — o mínimo da série —, enquanto a taxa de desocupação mal se moveu.
Uma identidade que amarra as três taxas. Nível de ocupação = participação × (1 − desocupação). No 2° trimestre de 2026: 72,69% × (1 − 4,09%) ≈ 69,72%.
O desenho da série. O máximo é 70,78%, no 4° trimestre de 2025. No 2° trimestre de 2026, o nível de ocupação está em 69,72%.
De onde vem. A Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) é a pesquisa domiciliar trimestral do INE Paraguay sobre o mercado de trabalho. O recorte "Total país" usado aqui exclui os departamentos de Boquerón e Alto Paraguay (a região do Chaco mais isolada, de baixa densidade populacional), as comunidades indígenas e as moradias coletivas — a própria nota de rodapé do INE no arquivo.
A série inteira já está na base populacional mais recente. O arquivo consultado (Cuadro N° 1) traz 2017T1–2026T2 já reponderado pelas "nuevas estimaciones y proyecciones (revisión 2025)" — ao contrário de países como o Uruguai, que ainda tem uma quebra de projeção populacional não resolvida na própria série, aqui os 38 trimestres usam a mesma base de população do início ao fim.
Nem todo trimestre é comparável. Cinco trimestres (2018T1, 2018T3, 2020T2, 2025T3 e 2026T1) vêm com uma nota do INE avisando que quem não respondeu à pesquisa ficou de fora da população em idade de trabalhar daquele trimestre — não é um recorte de pandemia, é uma nota que aparece espalhada pela série inteira. Os pontos afetados estão marcados.
| Período | Nível de ocupação | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 69,7% | +1,1 p.p. |
| 1º tri 2026 | 68,6% | −2,2 p.p. |
| 4º tri 2025 | 70,8% | +1,4 p.p. |
| 3º tri 2025 | 69,4% | +1,3 p.p. |
| 2º tri 2025 | 68,1% | +1,2 p.p. |
| 1º tri 2025 | 66,9% | −2,2 p.p. |
| 4º tri 2024 | 69,1% | +2,0 p.p. |
| 3º tri 2024 | 67,1% | +1,1 p.p. |
| 2º tri 2024 | 66,0% | −0,6 p.p. |
| 1º tri 2024 | 66,6% | −1,7 p.p. |
| 4º tri 2023 | 68,3% | +0,9 p.p. |
| 3º tri 2023 | 67,4% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2023 | 67,2% | +1,9 p.p. |
| 1º tri 2023 | 65,3% | −1,0 p.p. |
| 4º tri 2022 | 66,3% | 0,0 p.p. |
| 3º tri 2022 | 66,3% | +0,8 p.p. |
| 2º tri 2022 | 65,5% | +0,3 p.p. |
| 1º tri 2022 | 65,2% | −1,5 p.p. |
| 4º tri 2021 | 66,7% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2021 | 66,5% | +0,7 p.p. |
| 2º tri 2021 | 65,8% | −1,1 p.p. |
| 1º tri 2021 | 66,9% | −0,4 p.p. |
| 4º tri 2020 | 67,3% | +3,0 p.p. |
| 3º tri 2020 | 64,3% | +2,9 p.p. |
| 2º tri 2020 | 61,4% | −5,3 p.p. |
| 1º tri 2020 | 66,7% | −2,0 p.p. |
| 4º tri 2019 | 68,7% | +1,7 p.p. |
| 3º tri 2019 | 67,0% | +1,2 p.p. |
| 2º tri 2019 | 65,8% | −2,4 p.p. |
| 1º tri 2019 | 68,2% | +0,2 p.p. |
| 4º tri 2018 | 68,0% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2018 | 67,6% | +0,4 p.p. |
| 2º tri 2018 | 67,2% | +0,7 p.p. |
| 1º tri 2018 | 66,5% | −0,7 p.p. |
| 4º tri 2017 | 67,2% | −0,3 p.p. |
| 3º tri 2017 | 67,5% | +2,0 p.p. |
| 2º tri 2017 | 65,5% | +0,2 p.p. |
| 1º tri 2017 | 65,3% | — |