A fatia da população paraguaia em idade de trabalhar que trabalha ou procura trabalho: o tamanho do mercado de trabalho.
Força de trabalho ÷ população em idade de trabalhar. O INE chama de Tasa de la Fuerza de Trabajo: quem está ocupado mais quem está procurando emprego, como fatia de quem tem idade para trabalhar — o denominador da taxa de desocupação visto de fora, o mesmo conceito da Argentina, do Chile e do Uruguai.
O tombo da pandemia está aqui, não no desemprego. O mínimo da série é 66,43%, no 2° trimestre de 2020: quem perdeu o emprego na quarentena e não pôde procurar outro saiu da força de trabalho, em vez de virar desocupado — por isso a taxa de desocupação quase não reagiu naquele trimestre, enquanto a participação despencou.
O desenho da série. O máximo é 73,40%, no 4° trimestre de 2025. No 2° trimestre de 2026, a participação está em 72,69%.
De onde vem. A Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) é a pesquisa domiciliar trimestral do INE Paraguay sobre o mercado de trabalho. O recorte "Total país" usado aqui exclui os departamentos de Boquerón e Alto Paraguay (a região do Chaco mais isolada, de baixa densidade populacional), as comunidades indígenas e as moradias coletivas — a própria nota de rodapé do INE no arquivo.
A série inteira já está na base populacional mais recente. O arquivo consultado (Cuadro N° 1) traz 2017T1–2026T2 já reponderado pelas "nuevas estimaciones y proyecciones (revisión 2025)" — ao contrário de países como o Uruguai, que ainda tem uma quebra de projeção populacional não resolvida na própria série, aqui os 38 trimestres usam a mesma base de população do início ao fim.
Nem todo trimestre é comparável. Cinco trimestres (2018T1, 2018T3, 2020T2, 2025T3 e 2026T1) vêm com uma nota do INE avisando que quem não respondeu à pesquisa ficou de fora da população em idade de trabalhar daquele trimestre — não é um recorte de pandemia, é uma nota que aparece espalhada pela série inteira. Os pontos afetados estão marcados.
| Período | Participação | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2º tri 2026 | 72,7% | +0,3 p.p. |
| 1º tri 2026 | 72,4% | −1,0 p.p. |
| 4º tri 2025 | 73,4% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2025 | 73,0% | +1,3 p.p. |
| 2º tri 2025 | 71,7% | +0,9 p.p. |
| 1º tri 2025 | 70,8% | −1,5 p.p. |
| 4º tri 2024 | 72,3% | +1,5 p.p. |
| 3º tri 2024 | 70,8% | +0,2 p.p. |
| 2º tri 2024 | 70,6% | −0,8 p.p. |
| 1º tri 2024 | 71,4% | −0,6 p.p. |
| 4º tri 2023 | 72,0% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2023 | 71,8% | +0,4 p.p. |
| 2º tri 2023 | 71,4% | +1,6 p.p. |
| 1º tri 2023 | 69,8% | −0,5 p.p. |
| 4º tri 2022 | 70,3% | −0,4 p.p. |
| 3º tri 2022 | 70,7% | +0,4 p.p. |
| 2º tri 2022 | 70,3% | −1,0 p.p. |
| 1º tri 2022 | 71,3% | −0,3 p.p. |
| 4º tri 2021 | 71,6% | +0,4 p.p. |
| 3º tri 2021 | 71,2% | −0,6 p.p. |
| 2º tri 2021 | 71,8% | −0,9 p.p. |
| 1º tri 2021 | 72,7% | +0,3 p.p. |
| 4º tri 2020 | 72,4% | +2,7 p.p. |
| 3º tri 2020 | 69,7% | +3,3 p.p. |
| 2º tri 2020 | 66,4% | −5,9 p.p. |
| 1º tri 2020 | 72,3% | −0,5 p.p. |
| 4º tri 2019 | 72,8% | +1,5 p.p. |
| 3º tri 2019 | 71,3% | +0,3 p.p. |
| 2º tri 2019 | 71,0% | −2,1 p.p. |
| 1º tri 2019 | 73,1% | +1,0 p.p. |
| 4º tri 2018 | 72,1% | +0,2 p.p. |
| 3º tri 2018 | 71,9% | +0,5 p.p. |
| 2º tri 2018 | 71,4% | −0,2 p.p. |
| 1º tri 2018 | 71,6% | +0,8 p.p. |
| 4º tri 2017 | 70,8% | −0,9 p.p. |
| 3º tri 2017 | 71,7% | +1,0 p.p. |
| 2º tri 2017 | 70,7% | +1,1 p.p. |
| 1º tri 2017 | 69,6% | — |