Fatia da população cuja renda domiciliar per capita não alcança o custo de uma cesta básica de consumo, pela EPHC do INE.
A pobreza por linha de renda compara a renda do domicílio, dividida pelo número de moradores, com o custo per capita de uma cesta básica de consumo (alimentos mais um valor para outros gastos essenciais). Quem fica abaixo da linha é considerado pobre — o mesmo conceito do Uruguai, do Chile e da Venezuela.
Queda acentuada em quatro anos. A pobreza total caiu de 24,5% da população em 2022 para 16,0% em 2025 — uma redução de 8,5 pontos percentuais, a maior parte concentrada na área rural (de 33,5% para 22,1%) mais do que na urbana (de 20,7% para 13,6%). Em números absolutos, 2025 teve cerca de 985 mil pessoas pobres, 597 mil delas em áreas urbanas e 388 mil em áreas rurais.
A série anual começa em 2022. Até 2021, a Encuesta Permanente de Hogares Continua (EPHC) media pobreza só num trimestre específico do ano, não no ano cheio — o INE mudou o método em 2022 por decisão do próprio Comité de Pobreza, buscando mais precisão e desagregação. A série trimestral antiga (1997/98–2021), com outra metodologia, existe nos boletins do INE mas não entra aqui: misturaria duas réguas diferentes numa série só.
Os anos de 2022 a 2024 já foram revisados uma vez. O boletim publicado em março de 2026 (usado aqui) reprocessou a série 2022-2025 inteira com as novas projeções de população do Censo Nacional 2022 (disponíveis desde agosto de 2025) e uma forma revisada de contar o almoço escolar como parte da renda domiciliar — o boletim anterior, de março de 2025, tinha os mesmos três anos com números um pouco diferentes. A diferença fica entre 0,3 e 0,7 ponto percentual: pequena, mas documentada pelo próprio INE, não um erro de leitura.
| Período | Pobreza (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 16,0% | −3,6 p.p. |
| 2024 | 19,6% | −2,0 p.p. |
| 2023 | 21,6% | −2,9 p.p. |
| 2022 | 24,5% | — |