Fatia da população chilena com renda domiciliar abaixo da linha de pobreza, na metodologia 2024 da CASEN (extremos inclusos).
A pesquisa CASEN (Encuesta de Caracterización Socioeconómica Nacional), do Ministerio de Desarrollo Social y Familia do Chile, mede a fatia de pessoas — não domicílios — cuja renda domiciliar fica abaixo da linha de pobreza. Este número já soma pobres extremos e não extremos (o "Pobreza1" da tabela oficial, que a própria planilha do Ministério define como "incluye a pobres extremos y pobres no extremos").
De 37,7% em 2009 a 17,3% em 2024, com a queda mais acentuada logo depois da pandemia: 28,3% em 2020 (o ano da "Encuesta Casen en Pandemia", levantada em condições atípicas) para 20,5% em 2022 e 17,3% em 2024.
A régua mudou em 2024. Uma comissão assessora presidencial (relatada por Osvaldo Larrañaga) revisou a forma de medir pobreza por renda que o Chile usava desde 2013: tirou o aluguel imputado do cálculo da renda domiciliar (que antes contava, para quem mora em casa própria ou cedida, um valor hipotético de aluguel como se fosse renda), passou a usar linhas de pobreza diferentes para famílias que pagam aluguel e para as que não pagam, e atualizou a cesta básica de alimentos para um padrão mais saudável. O efeito prático é que menos gente passa a contar como "não pobre" só por morar em casa própria — e a pobreza medida sobe: os mesmos dados de 2024, pela metodologia antiga (2013), dariam só 4,9% de pobreza total; pela nova, 17,3%.
A CASEN não é anual. É bienal, com furos: não houve rodada em 2019, e a de 2020 foi uma pesquisa adaptada à pandemia, não a CASEN regular. Os anos que faltam simplesmente não aparecem na série — não são interpolados.
| Período | Pobreza (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2024 | 17,3% | −3,2 p.p. |
| 2022 | 20,5% | −7,8 p.p. |
| 2020 | 28,3% | +5,8 p.p. |
| 2017 | 22,5% | −2,0 p.p. |
| 2015 | 24,5% | −3,1 p.p. |
| 2013 | 27,6% | −7,8 p.p. |
| 2011 | 35,4% | −2,3 p.p. |
| 2009 | 37,7% | — |