Fatia dos domicílios cujo ingresso per capita não alcança o custo da Canasta Básica, pela EHM do INE.
A pobreza por linha de renda compara o ingresso do domicílio, dividido pelo número de moradores, com o custo per capita da Canasta Básica (a cesta de alimentos mais um múltiplo para cobrir serviços não alimentares). Domicílio abaixo da linha é pobre.
O INE parou de publicar em 2015. A última síntese oficial arquivada vai até o 2º semestre de 2011; imprensa da época registra que o INE ainda divulgou o 1er semestre de 2015 (33,1% dos domicílios) antes de encerrar de vez a série pública. Esse valor de 2015, e os de 2012-2014, entram aqui com fonte Banco Mundial (SI.POV.NAHC), que os republica batendo com o que o INE chegou a divulgar — mas não há boletim do INE para conferir 2012-2014 de forma independente, só a palavra do Banco Mundial. O Banco Mundial rotula a série como "% da população", mas os números são os de domicílios: onde as duas séries do INE existem, ele reproduz a de domicílios (27,4% em 2011), não a de pessoas (33,2%).
O pico foi 2003, não 1999. O sabotaje petrolero (dezembro/2002-fevereiro/2003) derrubou a renda de tantas famílias que a pobreza foi de 41,5% (1er semestre de 2002) a 54,0% (1er semestre de 2003) — quase o nível de 1997 (55,6%), o início da série. Depois disso a queda foi praticamente contínua até 2011.
Linha de renda e NBI não são a mesma pobreza. O INE mede os dois de propósito, e os dois contam histórias diferentes: a linha de renda compara o ingresso do domicílio com o preço de uma cesta de alimentos e serviços básicos (a Canasta Básica); a NBI não olha para o ingresso, e sim se o domicílio tem pelo menos uma carência estrutural (escolaridade, moradia, serviços, dependência econômica). Em 2011, por exemplo, a linha de renda dava 27,4% de domicílios pobres contra 21,2% pela NBI — a diferença normal entre "não ganha o suficiente agora" e "falta algo estrutural na casa", que nem sempre são a mesma família.
| Período | Pobreza (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2015 | 33,1% | +3,6 p.p. |
| 2014 | 29,5% | +0,1 p.p. |
| 2013 | 29,4% | +2,2 p.p. |
| 2012 | 27,2% | −0,2 p.p. |
| 2011 | 27,4% | +0,6 p.p. |
| 2010 | 26,8% | +0,4 p.p. |
| 2009 | 26,4% | −1,3 p.p. |
| 2008 | 27,7% | +0,2 p.p. |
| 2007 | 27,5% | −5,6 p.p. |
| 2006 | 33,1% | −9,3 p.p. |
| 2005 | 42,4% | −10,7 p.p. |
| 2004 | 53,1% | −0,9 p.p. |
| 2003 | 54,0% | +12,5 p.p. |
| 2002 | 41,5% | +2,4 p.p. |
| 2001 | 39,1% | −2,5 p.p. |
| 2000 | 41,6% | −1,2 p.p. |
| 1999 | 42,8% | −6,2 p.p. |
| 1998 | 49,0% | −6,6 p.p. |
| 1997 | 55,6% | — |