Fatia das pessoas cujo domicílio, per capita, não alcança o ingreso mínimo para cobrir a cesta básica alimentar e não alimentar (LP 2017).
A pobreza por linha de renda mede a fatia das pessoas que vivem em domicílios cujo ingreso per capita não alcança o valor da Línea de Pobreza (LP) — o custo de uma cesta básica de alimentos mais um adicional para cobrir despesas não alimentares (moradia, vestuário, transporte). Pessoa cujo domicílio fica abaixo da linha é pobre.
A série começa em 2015, não em 2006, por causa de uma troca de linha de pobreza. O INE mediu a pobreza pela Línea de Pobreza 2006 (LP 2006, cesta da Encuesta Nacional de Gastos e Ingresos de los Hogares 2005-2006) de 2006 a 2023; o boletim de 2024 (divulgado em maio de 2025) foi o primeiro a sair só na Línea de Pobreza 2017 (LP 2017, cesta mais cara, calculada com a pesquisa de gastos de 2016-2017). As duas linhas não são a mesma pobreza — no ano em que o INE mediu as duas lado a lado (2024), a pobreza em pessoas foi 8,3% pela LP 2006 contra 17,3% pela LP 2017, mais que o dobro. Este indicador ingere só a LP 2017, para não misturar as duas réguas numa série só; o boletim de 2024 trouxe, como capítulo excepcional só daquela edição, uma retropolação da LP 2017 até 2015 — é dali que vêm os pontos de 2015 a 2023. Antes de 2015 o INE nunca calculou a LP 2017, nem como exceção.
Em 2025, 16,6% das pessoas do Uruguai estavam sob a linha de pobreza — 0,7 p.p. abaixo dos 17,3% de 2024. O pico da série é 2020, o primeiro ano da pandemia (23,3%): a Encuesta Continua de Hogares (ECH) rodou por telefone naquele ano, com amostra e questionário menores, mas ainda assim captura o salto de renda perdida. A série cai de forma quase contínua depois, sem voltar ao patamar mais baixo (15,5%, em 2017) até aqui.
| Período | Pobreza (renda) | vs. período anterior |
|---|---|---|
| 2025 | 16,6% | −0,7 p.p. |
| 2024 | 17,3% | −2,4 p.p. |
| 2023 | 19,7% | −0,4 p.p. |
| 2022 | 20,1% | −1,0 p.p. |
| 2021 | 21,1% | −2,2 p.p. |
| 2020 | 23,3% | +6,0 p.p. |
| 2019 | 17,3% | +0,9 p.p. |
| 2018 | 16,4% | +0,9 p.p. |
| 2017 | 15,5% | −2,4 p.p. |
| 2016 | 17,9% | −0,2 p.p. |
| 2015 | 18,1% | — |