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Keiko Fujimori

Keiko Fujimori é a presidente do Peru desde 28 de julho de 2026. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori e líder do partido de direita Força Popular, venceu na quarta tentativa, contra Roberto Sánchez, por 49.641 votos. O governo aposta em linha dura contra o crime e alinhamento aos Estados Unidos. Em outubro de 2026, a aprovação caía nas pesquisas, e uma proposta de regras de aparência nas escolas públicas está em consulta até 27 de outubro.

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Foto: Ministerio de la Producción do Peru / domínio público

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Quem é Keiko Fujimori

Keiko Sofía Fujimori Higuchi é a presidente do Peru desde 28 de julho de 2026. Nascida em Lima em 25 de maio de 1975, é a filha mais velha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país de 1990 a 2000, e a principal líder do fujimorismo, o movimento conservador ligado ao pai. Comanda o partido Força Popular, que ela criou com o nome de Força 2011.

Venceu a eleição de 2026 na quarta tentativa, depois de perder três segundos turnos seguidos (2011, 2016 e 2021) por margens apertadas. É a segunda mulher a presidir o Peru, depois de Dina Boluarte, e a primeira eleita pelo voto direto. Descendente de japoneses, tem duas filhas do casamento com o empresário Mark Villanella, de quem se divorciou em 2022.

Keiko Fujimori é filha de quem?

Keiko é filha de Alberto Fujimori e de Susana Higuchi, ambos de origem japonesa, e tem três irmãos mais novos, entre eles Kenji Fujimori, que foi deputado. Alberto Fujimori foi eleito presidente em 1990, fechou o Congresso no autogolpe de 1992 e governou até 2000, quando o regime caiu em meio a escândalos de corrupção. Em 2009, a Suprema Corte do Peru o condenou a 25 anos de prisão por violações de direitos humanos, entre elas os massacres de Barrios Altos e La Cantuta. Ele foi solto por ordem do Tribunal Constitucional em dezembro de 2023 e morreu em 11 de setembro de 2024.

Keiko tinha 19 anos quando assumiu o papel de primeira-dama, em 23 de agosto de 1994, depois que o pai afastou Susana Higuchi da função na separação do casal. Ficou no posto até a queda do governo, em 2000. Ela já disse que o governo do pai foi "o melhor da história peruana", mas nega que soubesse, na época, das esterilizações forçadas feitas naquele governo e apoia a reparação às vítimas.

Keiko Fujimori é de direita ou de esquerda?

Keiko é de direita. Defende a economia de mercado, posições socialmente conservadoras e a linha dura contra o crime. Na campanha de 2021, falou em governar com "mão dura" e propôs tirar o Peru da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ela se diz de centro-direita e chama o rival Rafael López Aliaga de extrema direita; parte da imprensa e de cientistas políticos descreve as posições dela como de direita radical, autoritária e populista.

Carreira política

Keiko estudou administração nos Estados Unidos, na Universidade Stony Brook e na Universidade de Boston, onde se formou em 1997, e fez MBA na Universidade Columbia.

Voltou ao Peru depois da prisão do pai no Chile, em 2005. Em 2006 foi eleita deputada por Lima com 602.869 votos, o maior total do país naquela eleição. No Congresso, de 2006 a 2011, liderou a bancada fujimorista e defendeu penas mais duras, entre elas a volta da pena de morte para terrorismo.

Depois da derrota de 2016, a Força Popular ficou com 73 das 130 cadeiras do Congresso, e o partido passou a comandar a oposição. Nos anos seguintes, o Congresso, com peso da bancada fujimorista, afastou vários presidentes e ampliou o próprio poder sobre o Executivo.

As quatro eleições presidenciais

  • 2011: ficou em segundo no primeiro turno, com 23,6%, e perdeu para Ollanta Humala por 48,66% a 51,34%.
  • 2016: venceu o primeiro turno com cerca de 40% e perdeu para Pedro Pablo Kuczynski por cerca de 41 mil votos (49,88% a 50,12%).
  • 2021: passou ao segundo turno com 13,4% e perdeu para Pedro Castillo por cerca de 44 mil votos (49,87% a 50,13%). Acusou fraude sem apresentar provas e tentou anular cerca de 200 mil votos, sobretudo rurais; os observadores internacionais disseram que a eleição seguiu os padrões internacionais.
  • 2026: com o lema "Perú con orden" e a promessa de enfrentar a crise de extorsões e crime, venceu o primeiro turno com 17,18% e derrotou Roberto Sánchez no segundo turno, em 7 de junho, por 49.641 votos num total de mais de 18 milhões. O resultado foi decidido pelos votos do exterior, depois de 22 dias de apuração. Sánchez alegou fraude nos votos do exterior, mas retirou a acusação e reconheceu a derrota em 6 de julho; a missão da OEA disse que o segundo turno ocorreu sem irregularidades relevantes. Na campanha, Keiko teve o apoio de políticos conservadores da região, entre eles Flávio Bolsonaro. Mais em Eleições Peru 2026.

O governo Keiko Fujimori

Foto: Governo dos Estados Unidos / domínio público

Keiko tomou posse em 28 de julho de 2026, em Lima. Dias antes, o Tribunal Constitucional devolveu ao Executivo o controle do orçamento, que estava com o Congresso desde uma decisão de 2022. Dos 19 ministros que ela nomeou, 15 já foram alvo de investigações criminais, a maioria por corrupção, segundo reportagens publicadas depois da posse.

Na política externa, Keiko prometeu estreitar os laços com os Estados Unidos e com o governo de Donald Trump, e o governo anunciou a adesão do Peru ao Escudo das Américas, iniciativa liderada pelos americanos. Em 1º de setembro de 2026, o Peru suspendeu as relações com o Irã.

Na segurança, o governo anunciou um comando unificado entre a polícia e as Forças Armadas. Em outubro, ela comentou a saúde do papa Leão XIV, que viveu duas décadas no Peru: disse que a recuperação da cirurgia pode atrasar a viagem marcada para novembro, que inclui o país.

As regras de cabelo e maquiagem nas escolas

Em 12 de outubro de 2026, o ministro da Educação, José Antonio Chang, apresentou, em evento com Keiko, uma proposta de diretrizes de disciplina para a educação básica (Resolução Ministerial nº 613-2026-MINEDU). O texto restringe nas escolas públicas maquiagem, unhas e cabelos pintados, brincos, piercings, tatuagens e saias acima do joelho; o descumprimento vira falta leve. Chang falou também em proibir cabelo "excessivamente comprido" para meninos, mas o texto publicado não traz proibição expressa de cabelo comprido nem corte obrigatório.

A proposta está em consulta pública até 27 de outubro de 2026 e ainda pode mudar. Se for aprovada, as escolas terão 30 dias para ajustar os regulamentos. O mesmo documento proíbe castigos físicos ou humilhantes. A comparação com as regras das escolas de Nayib Bukele, em El Salvador, apareceu em parte da imprensa.

Aprovação

A aprovação de Keiko caiu desde a posse. Pela Datum, foi de 60% no início de agosto para 42% em meados de setembro de 2026, com a desaprovação subindo de 24% para 44%. A Ipsos mediu a mesma queda em setembro: de 57% para 42%. No ranking regional da CB Global Data, de outubro, ela tinha 46,3% de aprovação e 50,8% de desaprovação.

Processos e polêmicas

Em outubro de 2018, Keiko foi presa por suspeita de lavagem de dinheiro no chamado Caso Cócteles, sobre contribuições da Odebrecht não declaradas às campanhas dela. Passou períodos em prisão preventiva até maio de 2020 e não foi condenada: o Tribunal Constitucional anulou o processo em outubro de 2025, e o caso foi arquivado em janeiro de 2026.

Investigadores também apontaram que os estudos dela e dos irmãos nos Estados Unidos, cerca de US$ 918 mil, foram pagos com dinheiro do serviço de inteligência por Vladimiro Montesinos, chefe da inteligência do pai.

A recusa em reconhecer a derrota de 2021, sem provas de fraude, foi comparada por analistas à tentativa de Donald Trump de reverter a eleição americana de 2020.

Linha do tempo

  • 25 de maio de 1975: Nasce em Lima.
  • 23 de agosto de 1994: Assume o papel de primeira-dama, aos 19 anos.
  • 2006: É eleita deputada por Lima com a maior votação do país.
  • 2011: Perde o segundo turno para Ollanta Humala.
  • 2016: Perde o segundo turno para Pedro Pablo Kuczynski por cerca de 41 mil votos.
  • Outubro de 2018: É presa no Caso Cócteles.
  • 2021: Perde o segundo turno para Pedro Castillo e alega fraude sem provas.
  • 11 de setembro de 2024: Morre o pai, Alberto Fujimori.
  • Outubro de 2025: O Tribunal Constitucional anula o processo do Caso Cócteles; ela lança a quarta candidatura.
  • 7 de junho de 2026: Vence Roberto Sánchez no segundo turno.
  • 28 de julho de 2026: Toma posse como presidente do Peru.
  • 1º de setembro de 2026: O Peru suspende as relações com o Irã.
  • 12 de outubro de 2026: O governo apresenta as regras de disciplina e aparência nas escolas públicas.

Perguntas frequentes

Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru?

Sim. Venceu o segundo turno de 7 de junho de 2026 contra Roberto Sánchez, por 49.641 votos, e tomou posse em 28 de julho de 2026.

Quantos anos tem Keiko Fujimori?

51 anos. Ela nasceu em 25 de maio de 1975.

Keiko Fujimori proibiu cabelo comprido nas escolas?

Não há proibição em vigor. O governo pôs em consulta pública, até 27 de outubro de 2026, diretrizes que restringem maquiagem, unhas e cabelos pintados, acessórios e saias curtas nas escolas públicas. O ministro da Educação falou em vetar cabelo muito comprido para meninos, mas o texto não traz essa proibição de forma expressa.

Keiko Fujimori é casada?

Não. Foi casada com o empresário peruano-americano Mark Villanella de 2004 a 2022, e o casal tem duas filhas.

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