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Comissão Europeia investiga Booking.com por anúncios falsos e golpes

Em Bruxelas, a Comissão Europeia abriu processo formal para apurar se o Booking.com pode ter descumprido o Digital Services Act ao não mitigar com eficácia anúncios fraudulentos e phishing.

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Foto: The Guardian World
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21/10 às 09:01, atualizado 12:32

Pontos principais

  • A Comissão Europeia, em Bruxelas, abriu processo formal contra o Booking.com em 20 de outubro de 2026.
  • A investigação avalia se a plataforma avaliou com diligência e mitigou com eficácia anúncios fraudulentos, como imóveis inexistentes e falsa identidade de anfitrião.
  • Outra frente trata de phishing que explora dados de reserva e de hóspedes, incluindo o compartilhamento desses dados com anfitriões e o funcionamento do sistema de mensagens.
  • A Comissão aponta que hospedagens que pagaram por posição de destaque nas buscas não foram claramente rotuladas como anúncios.
  • Se comprovadas, as falhas violariam os artigos 34 e 35 do DSA, sobre riscos sistêmicos, e o artigo 26(1), sobre identificação de anúncios.
  • A Comissão prevê novos pedidos de informação, entrevistas e inspeções, e pode adotar medidas cautelares ou decisão de não conformidade.
  • A Comissão também pode aceitar compromissos oferecidos pelo Booking.com para sanar os pontos investigados.
  • A abertura do processo não antecipa resultado final nem afeta ações de outras autoridades sob outros marcos regulatórios.
  • A Comissão atua em conjunto com a Autoridade Holandesa para Consumidores e Mercados (ACM), coordenadora de serviços digitais do país onde o Booking.com está estabelecido.
  • O Booking.com é classificado como Very Large Online Platform desde 25 de abril de 2023.
  • A análise preliminar usou relatórios de avaliação de risco de 2026 e dos três anos anteriores, relatórios de transparência e respostas a pedidos de informação de 23 de setembro de 2025 e 26 de maio de 2026.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia abriu processo formal para apurar se o Booking.com pode ter descumprido o Digital Services Act (DSA) ao não avaliar com diligência nem mitigar com eficácia os riscos de anúncios fraudulentos e de phishing. O processo também examina se a plataforma rotulou claramente como anúncios as hospedagens que pagaram por posição de destaque nas buscas. Segundo a Comissão, se as falhas forem comprovadas, elas violariam os artigos 34 e 35 do DSA, sobre riscos sistêmicos, e o artigo 26(1), sobre identificação de anúncios.

A Comissão trata o caso como prioritário e prevê novos pedidos de informação, entrevistas e inspeções. Ela pode adotar medidas cautelares, emitir decisão de não conformidade ou aceitar compromissos do Booking.com, mas afirma que a abertura do processo não antecipa o resultado final. Henna Virkkunen, vice-presidente executiva da Comissão, disse que os europeus devem poder reservar férias sem medo de cair em golpes.

Fonte primária

European Commission

Commission to investigate how Booking.com combats scams and fraud under the Digital Services Act

A Comissão abriu procedimento formal para avaliar se o Booking.com pode ter violado o Digital Services Act (DSA) ao não avaliar com diligência nem mitigar de forma eficaz os riscos de anúncios fraudulentos e de golpes de phishing. Também pode ter violado a transparência: hospedagens que pagaram por posição de destaque nos resultados não foram claramente rotuladas como anúncios. A investigação cobre três frentes: (1) anúncios fraudulentos e não conformes, como imóveis inexistentes e falsa identidade de anfitrião; (2) phishing que explora dados de reserva e de hóspedes, incluindo o compartilhamento desses dados com anfitriões e o funcionamento do sistema de mensagens; (3) anúncios impulsionados pagos, não identificáveis como publicidade. Se comprovadas, as falhas violariam os artigos 34 e 35 (riscos sistêmicos) e o artigo 26(1) (rotulagem de anúncios). A Comissão trata o caso como prioritário e pode adotar medidas cautelares, decisão de não conformidade ou aceitar compromissos do Booking.com. A abertura não prejulga o resultado; a multa máxima prevista é de 6% do faturamento mundial anual. Base: relatórios de avaliação de risco de 2023 a 2026, relatórios de transparência e respostas a pedidos de informação de 23/09/2025 e 26/05/2026. O Booking.com é Very Large Online Platform desde 25/04/2023. Henna Virkkunen (vice-presidente executiva): "Europeans should be able to book their holidays without fear of being scammed."

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