Justiça torna réus 12 integrantes da Voepass por queda de avião em 2024
Doze pessoas ligadas à Voepass responderão por crimes contra a segurança aérea após acidente que resultou na morte de 62 pessoas em Vinhedo.
Pontos principais
- A Justiça Federal aceitou a denúncia do MPF contra 12 integrantes da companhia aérea.
- Os réus são acusados de atentado contra a segurança do transporte aéreo e sinistro em transporte aéreo.
- Investigações apontam que a empresa priorizava lucros em detrimento da manutenção das aeronaves.
- O avião operava em condições críticas de gelo sem a devida certificação técnica.
- Quatro dos 16 indiciados inicialmente firmaram acordos de não persecução penal.
A Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra 12 integrantes da Voepass, tornando-os réus pela queda do avião ATR 72-500 em agosto de 2024, em Vinhedo. O acidente, que vitimou 62 pessoas, é alvo de apurações que indicam negligência sistemática na manutenção da frota e na gestão operacional da companhia.
Segundo o MPF, a empresa ignorava alertas meteorológicos e operava aeronaves em condições críticas de gelo sem a certificação necessária, priorizando a redução de custos. Relatórios da Polícia Federal e do Cenipa reforçam a existência de uma cultura organizacional que omitia falhas técnicas. A defesa de José Luiz Felício Filho, um dos citados, declarou que ele estava afastado da gestão direta e que colabora com as investigações em curso.
