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PF indicia 16 pessoas por queda de avião da Voepass em Vinhedo

Investigação aponta que tripulação e gestão ignoraram falhas no sistema de degelo da aeronave, resultando na morte de 62 pessoas em 2024.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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06/08 às 15:32 · atualizado 07/08 às 00:03

Pontos principais

  • Polícia Federal indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass por atentado contra a segurança do transporte aéreo.
  • Laudos confirmam que o acúmulo de gelo e a inoperância do sistema pneumático foram causas centrais do acidente.
  • Diálogos da cabine revelam que pilotos tinham conhecimento prévio das falhas e comparavam a aeronave a um 'fusquinha'.
  • Investigação identificou uma cultura organizacional que tratava alertas críticos de segurança como falsos positivos.
  • Indiciados foram proibidos pela Justiça Federal de deixar o país enquanto o Ministério Público analisa o inquérito.
  • Relatório aponta que procedimentos de emergência previstos pela fabricante não foram executados após o estol da aeronave.
  • PF solicitou compartilhamento de dados com a Anac para apurar possíveis falhas na fiscalização da agência reguladora.

A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre a queda do voo 2283 da Voepass, ocorrida em agosto de 2024 em Vinhedo (SP), que resultou na morte de todos os 62 ocupantes. A investigação apontou que a aeronave operava com falhas técnicas conhecidas, especificamente no sistema pneumático de degelo, e que a gestão da companhia aérea negligenciava alertas de segurança para evitar o cancelamento de voos. Entre os 16 indiciados, 15 respondem por atentado contra a segurança do transporte aéreo e um por falsidade ideológica.

O laudo técnico revelou que a tripulação estava ciente da precariedade do equipamento, chegando a comparar o avião a um 'fusquinha' em comunicações internas. A Polícia Federal destacou que, apesar da habilitação dos pilotos, os procedimentos de emergência necessários após o estol da aeronave não foram executados. Como desdobramento, a Justiça Federal impôs restrições de viagem aos envolvidos, enquanto o Ministério Público Federal avalia o oferecimento de denúncia formal. O caso também motivou um pedido de investigação sobre a atuação da Anac na fiscalização da empresa.

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