Presidente da Voepass nega ciência de falhas antes de acidente em Vinhedo
Defesa de José Luiz Felício Filho contesta indiciamento da PF sobre acidente aéreo que vitimou 62 pessoas em 2024.
Pontos principais
- Polícia Federal indiciou 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass por crimes contra a segurança aérea.
- Investigação aponta que acúmulo de gelo e falhas no sistema de degelo causaram a queda da aeronave.
- Defesa alega que o presidente não exercia gestão direta das operações no momento do acidente.
- MPF analisará o relatório policial para decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.
- Todos os 16 investigados estão proibidos de deixar o território brasileiro durante o processo.
A defesa de José Luiz Felício Filho, presidente da Voepass, refutou as conclusões da Polícia Federal que apontam o conhecimento do executivo sobre falhas técnicas graves na frota da companhia antes do acidente em Vinhedo, ocorrido em 2024. Segundo os advogados, Felício Filho não participava da gestão operacional direta da empresa na época da tragédia, que resultou na morte de 62 pessoas. O inquérito da PF, que indiciou 16 pessoas por crimes contra a segurança do transporte aéreo e falsidade ideológica, concluiu que a queda foi provocada pelo acúmulo de gelo e falhas no sistema de degelo do avião. O caso segue agora para análise do Ministério Público Federal, que decidirá se apresentará denúncia formal à Justiça. Como medida cautelar, os investigados estão proibidos de sair do país enquanto o processo tramita.
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