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Enviado dos EUA chama Putin de “humanitário” em negociações na Rússia

Steve Witkoff, enviado de Donald Trump, elogiou Vladimir Putin durante reunião em São Petersburgo que resultou na libertação do americano Stephen Hubbard.

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Foto: SCMP - World
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21/10 às 14:15, atualizado 16:33

Pontos principais

  • O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, classificou Vladimir Putin como “humanitário” em encontro no Palácio Konstantinovsky.
  • A declaração ocorreu durante negociações em São Petersburgo, em 21 de outubro de 2026, focadas na libertação de prisioneiros.
  • A Rússia libertou o cidadão americano Stephen Hubbard, detido sob acusação de atuar como mercenário para a Ucrânia.
  • Vladimir Putin afirmou que Donald Trump age prioritariamente por considerações humanitárias ao tratar de questões diplomáticas.
  • O governo russo e o enviado americano discutiram a possível retomada de negociações de paz com a Ucrânia em Abu Dhabi.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou que Kiev deve participar diretamente de qualquer acordo sobre o futuro do país.
  • A fala de Witkoff gerou críticas de apoiadores da Ucrânia, mas reflete a estratégia de aproximação de Trump com o Kremlin.

O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, descreveu o presidente russo, Vladimir Putin, como uma pessoa "humanitária" durante uma reunião oficial realizada no Palácio Konstantinovsky, em São Petersburgo, no dia 21 de outubro de 2026. Segundo a transcrição oficial do Kremlin, o representante norte-americano agradeceu a libertação do cidadão americano Stephen Hubbard, que estava detido na Rússia sob a acusação de atuar como mercenário para a Ucrânia. Witkoff afirmou que Putin e o presidente Donald Trump compartilham de valores semelhantes ao promoverem considerações humanitárias em suas decisões políticas.

O encontro, que também abordou a possibilidade de novas negociações de paz para o conflito na Ucrânia, marca uma mudança na postura diplomática de Washington em relação a Moscou. Enquanto o Kremlin indicou disposição para retomar diálogos técnicos, possivelmente em Abu Dhabi, o governo ucraniano mantém a posição de que qualquer discussão sobre o futuro do território deve contar com a participação direta de Kiev. A aproximação tem gerado questionamentos entre aliados da Ucrânia, embora a administração Trump sustente que a estratégia é essencial para encerrar as hostilidades e garantir a liberação de prisioneiros americanos.

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