Zelensky diz que Ucrânia tem propostas prontas para negociar com Rússia
O presidente ucraniano condiciona o fim da guerra a garantias de segurança, após rodadas de conversas com enviados especiais do governo Trump.
Pontos principais
- Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia possui propostas concretas para encerrar o conflito com a Rússia.
- O presidente ucraniano exige garantias de segurança robustas como condição fundamental para qualquer acordo de paz.
- Enviados especiais de Donald Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, mediam as tratativas entre Kiev e Moscou.
- Houve um acordo para a suspensão temporária de ataques aéreos contra as capitais Kiev e Moscou.
- Representantes de segurança nacional do Reino Unido, França e Alemanha acompanham as discussões em Kiev.
- O governo dos Estados Unidos busca avanços diplomáticos significativos antes do próximo ciclo eleitoral americano.
- O Kremlin classificou as reuniões com os enviados americanos como úteis e construtivas.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que o país está preparado para avançar em negociações com a Rússia, apresentando propostas que visam o fim do conflito. O mandatário enfatizou que qualquer solução duradoura deve estar obrigatoriamente atrelada a garantias de segurança para o período pós-guerra, um ponto central na estratégia de defesa ucraniana. As declarações ocorrem em um momento de intensa movimentação diplomática, marcada pela presença de enviados especiais do presidente Donald Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, que visitaram tanto Moscou quanto Kiev nos últimos dias.
Como um gesto de boa vontade para facilitar o diálogo, ambos os lados concordaram com uma trégua temporária nos ataques aéreos contra as capitais. Enquanto o governo russo descreveu as conversas com os representantes americanos como úteis, a diplomacia ucraniana mantém uma postura cautelosa, buscando um acordo que seja considerado realista e sustentável. A presença de autoridades de potências europeias, como Grã-Bretanha, França e Alemanha, nas discussões em Kiev reforça a complexidade das negociações, que agora se tornam uma prioridade estratégica para a administração Trump, visando resultados concretos antes do próximo ciclo eleitoral nos Estados Unidos.
