Emissões de FIIs batem recorde de R$ 70,6 bilhões em 2026
O volume de emissões de fundos imobiliários atingiu patamar histórico, mas a participação de investidores pessoa física caiu para 33%.
Pontos principais
- Emissões de FIIs somaram R$ 70,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2026.
- A fatia do varejo nas ofertas recuou de 41% para 33% no período.
- O uso de cotas como moeda para aquisição de imóveis inflou o volume total.
- A CVM passou a monitorar operações que utilizam cotas como pagamento.
- Investidores pessoa física demonstram maior cautela com o risco de crédito privado.
O mercado de fundos imobiliários registrou um volume recorde de R$ 70,6 bilhões em emissões nos primeiros nove meses de 2026, superando significativamente os R$ 32,9 bilhões observados no mesmo período do ano anterior. Apesar do crescimento expressivo no montante total, a participação do investidor pessoa física nas ofertas apresentou queda, recuando de 41% para 33% no acumulado do ano, enquanto fundos de investimento ampliaram sua presença no setor.
A alta no volume de emissões é impulsionada, em parte, pela prática de utilizar cotas como moeda para a compra de imóveis, operação que não representa entrada de dinheiro novo no mercado. Diante desse cenário, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) intensificou o monitoramento dessas transações, exigindo maior transparência na avaliação dos ativos. Paralelamente, a retração do varejo reflete uma cautela crescente com o risco de crédito privado, que também tem impactado a demanda por certificados de recebíveis imobiliários (CRIs).
