Investimento de pessoas físicas em FIIs cresce 56% no 1º semestre de 2026
Mesmo com a Selic elevada, o varejo aumentou em 56% o volume aplicado em fundos imobiliários, atraído por dividendos e cotas descontadas.
Pontos principais
- O volume investido por pessoas físicas em fundos imobiliários (FIIs) subiu 56% no primeiro semestre de 2026.
- O desempenho dos FIIs superou outras categorias de investimento, como ETFs e multimercados, segundo a Anbima.
- A busca por renda recorrente e os preços atrativos das cotas impulsionaram a adesão dos investidores.
- Fundos de recebíveis indexados à inflação e ao CDI mantiveram o interesse devido à distribuição mensal de rendimentos.
- O crescimento ocorreu em um cenário de Selic ainda restritiva, que também elevou o volume em fundos de renda fixa.
O volume investido por pessoas físicas em fundos imobiliários (FIIs) registrou um crescimento expressivo de 56% durante o primeiro semestre de 2026. Segundo dados da Anbima, a categoria superou o desempenho de outros segmentos, como ETFs, multimercados e ações, consolidando-se como uma opção preferencial para quem busca renda recorrente. O movimento foi sustentado pela combinação de preços de cotas descontados e dividend yields elevados, que mantiveram o interesse dos investidores mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador.
O avanço ocorreu apesar da manutenção de uma política monetária restritiva, com a Selic ainda em patamares elevados. Especialistas apontam que, embora o Copom tenha realizado cortes recentes na taxa básica de juros, o impacto direto nos FIIs é limitado pela precificação do mercado e pela influência dos juros reais de longo prazo. Contudo, a resiliência do setor reflete a estratégia dos investidores em priorizar fundos de recebíveis indexados à inflação e ao CDI, que garantem a distribuição mensal de rendimentos em um ambiente de incertezas.
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