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Onda de recuperações extrajudiciais no Brasil cresce em 2026

Empresas enfrentam crise financeira impulsionada por restrições de crédito, dificuldades operacionais e mudanças na legislação de falências.

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Foto: Times Brasil
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19/10 às 22:45

Pontos principais

  • A rede Ri Happy busca renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas por meio de recuperação extrajudicial.
  • Companhias como Raízen, Braskem, GPA e Casas Bahia também adotaram processos de reestruturação desde 2024.
  • O Observatório Brasileiro de Recuperação Extrajudicial contabilizou 55 casos até outubro de 2026.
  • A reforma da Lei de Recuperação e Falências de 2021 facilitou o uso do mecanismo ao reduzir quóruns para acordos.

O cenário corporativo brasileiro registra um aumento expressivo no uso de recuperações extrajudiciais, com 55 casos contabilizados até outubro de 2026. Grandes empresas, incluindo a rede Ri Happy, que busca renegociar R$ 827,4 milhões, têm recorrido a esse instrumento para ajustar suas estruturas de capital diante de desafios operacionais e dificuldades na geração de caixa. O fenômeno reflete não apenas o impacto dos juros elevados, mas também restrições severas no acesso ao crédito e o aumento da concorrência internacional.

A flexibilização das regras, proporcionada pela reforma da Lei de Recuperação e Falências em vigor desde 2021, tornou o processo mais acessível ao reduzir os quóruns necessários para a aprovação de acordos com credores. Além da Ri Happy, nomes de peso como Raízen, Braskem, GPA e Casas Bahia compõem a lista de companhias que buscaram reestruturações recentes. Especialistas apontam que estratégias de expansão financiadas por dívida, somadas a um ambiente macroeconômico restritivo, continuam a pressionar a saúde financeira de diversos setores da economia nacional.

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