Onda de recuperações judiciais atinge varejo e indústria em 2026
Brasil registra 12 pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial em 2026, com foco em empresas de varejo e consumo pressionadas por juros altos.
Pontos principais
- O Grupo Gennius, detentor das redes Habib’s e Ragazzo, solicitou recuperação judicial.
- A petroquímica Braskem protocolou um pedido de recuperação extrajudicial.
- O Brasil acumula 12 processos de reestruturação de dívidas apenas em 2026.
- Cinco dos 12 pedidos de recuperação foram registrados somente no mês de agosto.
- Setores de varejo de bens duráveis são os mais impactados pela restrição de crédito.
O cenário econômico brasileiro em 2026 tem sido marcado por uma expressiva onda de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, concentrada principalmente nos setores de varejo e consumo. Com 12 casos registrados no ano, sendo cinco deles apenas em agosto, empresas de diversos portes buscam reestruturar suas dívidas para evitar a insolvência. Entre os nomes que compõem essa lista estão o Grupo Gennius, dono das redes Habib’s e Ragazzo, e a petroquímica Braskem, além de companhias como Casas Bahia, Tok&Stok e Oncoclínicas. A crise financeira dessas organizações é atribuída a uma combinação de juros elevados, endividamento acumulado desde o período da pandemia e dificuldades crescentes no acesso ao crédito. Especialistas destacam que o varejo de bens duráveis é o segmento mais vulnerável, visto que a dependência do parcelamento e a retração no consumo final dificultam a manutenção do fluxo de caixa necessário para honrar compromissos financeiros de curto prazo.
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