Credores da Casas Bahia enfrentam deságio de até 90% em recuperação
Processo de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia impõe longos prazos e descontos severos a credores sem garantia de pagamento.
Pontos principais
- O passivo total do Grupo Casas Bahia supera R$ 27,8 bilhões.
- Credores quirografários podem sofrer deságios de até 90% sobre o valor original.
- Dívidas extraconcursais somam R$ 10,99 bilhões e não estão sujeitas ao período de suspensão de cobranças.
- Bradesco, Digio e Banco do Brasil detêm 60% dos débitos fora da recuperação judicial.
- A empresa fechou 298 lojas e demitiu 3 mil funcionários antes de protocolar o pedido em agosto.
O Grupo Casas Bahia enfrenta um cenário crítico em seu processo de recuperação judicial, com um passivo total que ultrapassa R$ 27,8 bilhões. Deste montante, R$ 17,3 bilhões estão submetidos ao plano de reestruturação, enquanto R$ 10,99 bilhões permanecem como dívidas extraconcursais, fora do 'stay period'. Os credores quirografários, que não possuem garantias reais, são os mais impactados, podendo enfrentar prazos de pagamento estendidos por anos e deságios que chegam a 90% sobre o valor devido. A situação reflete a grave crise financeira da varejista, que já havia iniciado um plano de enxugamento operacional com o fechamento de 298 lojas e o corte de 3 mil postos de trabalho antes mesmo da formalização do pedido em agosto. Bancos como Bradesco, Digio e Banco do Brasil concentram a maior parte das dívidas que não integram o processo de recuperação.
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