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Distúrbios em cidades francesas acompanham protestos por custo de vida

No sábado (17), saques e ataques a prédios públicos marcaram protestos por custo de vida em várias cidades da França, e Macron atribui a violência a grupos de ultraesquerda e delinquentes.

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Foto: WSJ World
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19/10 às 14:15, atualizado 15:03

Pontos principais

  • No sábado (17), várias centenas de milhares de pessoas protestaram contra o custo de vida e o preço dos combustíveis, segundo Macron.
  • Segundo Macron, várias centenas de policiais e gendarmes ficaram feridos na violência.
  • Macron cita a prefeitura de Limoges incendiada, o escritório de turismo de Lyon, a prefeitura de Marselha invadida e a residência do préfet (representante do Estado) em Bordeaux atacada.
  • Os préfets, em articulação com os prefeitos, poderão proibir ajuntamentos quando necessário para proteger cidades, prédios públicos e comércios.
  • O primeiro-ministro presidirá, a partir de segunda-feira (19), uma célula de crise para mobilizar ajudas aos comerciantes afetados.
  • Segundo Macron, estudantes de liceus e universidades expressam há semanas angústia com o futuro; o ministro da Educação abriu uma plataforma que recebeu mais de 100 mil contribuições.
  • O primeiro-ministro reunirá nos próximos dias estudantes, professores, sindicatos, organizações patronais, coletividades e parlamentares para propostas concretas.
  • Macron diz que quem destruiu deve pagar e quem saqueou deve ressarcir, e que o ministro da Justiça pediu ao procurador a maior firmeza.
  • Macron liga a alta dos combustíveis ao conflito no golfo Pérsico, do qual a França não participa, e vai aos países do Golfo na segunda-feira (19) para garantir abastecimento.

A violência de sábado (17) ocorreu durante protestos contra o custo de vida e o preço dos combustíveis, na França continental e no ultramar. Segundo Macron, grupos de ultraesquerda e delinquentes atacaram lojas e prédios públicos, que ele separa dos manifestantes com reivindicações legítimas. Macron pede que partidos e sindicatos condenem a violência e diz que o governo será intransigente com quem a praticar.

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