Macron convoca reunião de crise após onda de violência na França
Governo francês mobiliza gabinete de emergência para conter saques e distúrbios motivados pelo alto custo de vida que deixaram quase 2.400 detidos.
Pontos principais
- O primeiro-ministro Sébastien Lecornu presidirá uma célula de crise para mobilizar auxílios a comerciantes e empresas atingidas.
- O presidente Emmanuel Macron solicitou ao ministro do Interior que extraia lições sobre falhas na segurança pública.
- Cerca de 550 mil pessoas participaram de protestos no último sábado contra o custo de vida e serviços públicos.
- Os confrontos resultaram em quase 2.400 prisões e deixaram cerca de 1.000 policiais feridos.
- Aproximadamente 1.500 estabelecimentos comerciais foram destruídos ou saqueados durante os atos.
- Macron iniciará diálogos com partidos, sindicatos e organizações patronais para discutir propostas concretas.
- Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos em Paris.
O governo da França anunciou a criação de uma célula de crise, liderada pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, para responder à onda de violência que atingiu o país no último fim de semana. Em pronunciamento oficial realizado no dia 18 de outubro, o presidente Emmanuel Macron determinou que o gabinete avalie medidas de apoio imediato a comerciantes, artesãos e empresas que sofreram danos materiais durante os saques. O governo busca conter a instabilidade gerada por manifestações que, segundo dados oficiais, reuniram cerca de 550 mil pessoas contra o aumento do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos.
Além das medidas econômicas, o presidente francês solicitou ao ministro do Interior que realize uma revisão rigorosa sobre as falhas de segurança que permitiram a escalada dos distúrbios, os quais resultaram em quase 2.400 prisões e deixaram cerca de 1.000 policiais feridos. Macron também convocou representantes de partidos políticos, organizações sindicais, patronais e parlamentares para uma série de reuniões que devem ocorrer ao longo desta semana. O objetivo é construir propostas concretas para pacificar o cenário nacional, enquanto o país enfrenta um déficit orçamentário recorde de 3,6 trilhões de euros.
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