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PF deflagra operação contra monopólio do tráfico no serviço de internet no RJ

Operação Backbone cumpre 23 mandados de prisão e bloqueia R$ 558 milhões de suspeitos de controlar provedores de internet em comunidades cariocas.

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Foto: Polícia Federal
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19/10 às 10:31, atualizado 11:34

Pontos principais

  • A Polícia Federal cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão no Rio de Janeiro.
  • A Justiça determinou o bloqueio de R$ 558 milhões em bens e valores de 40 pessoas físicas e 42 empresas.
  • Investigações apontam que a facção impõe o monopólio da internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão.
  • O grupo utilizava empresas de fachada, produtoras de eventos e criptoativos para lavar dinheiro do crime organizado.
  • A Anatel será oficiada para cassar as outorgas e interditar os serviços de telecomunicações das empresas envolvidas.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Backbone com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que impõe o monopólio armado do fornecimento de internet em comunidades do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, o grupo utiliza ameaças, destruição de infraestrutura de operadoras regulares e violência para forçar moradores dos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão a contratar serviços controlados pela facção. A exploração dessa atividade representa uma das principais fontes de renda do grupo, chegando a 40% da arrecadação mensal em algumas regiões.

No âmbito da operação, o Supremo Tribunal Federal expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 558 milhões em bens e valores de 40 pessoas físicas e 42 empresas suspeitas de integrar o esquema de lavagem de dinheiro, que envolvia produtoras de eventos, empresas de publicidade e o uso de criptoativos. Entre os detidos, estão familiares de lideranças da facção que, mesmo encarceradas, continuam a gerenciar as atividades empresariais do grupo.

Para completar a desarticulação do esquema, a Polícia Federal informou que a Anatel será oficiada para cassar as outorgas e interditar os serviços de telecomunicações prestados pelas empresas investigadas. As investigações revelaram que provedores autorizados eram obrigados a pagar tarifas mensais à facção para operar nos territórios dominados, consolidando o controle criminoso sobre a infraestrutura digital das comunidades fluminenses.

Fonte primária

Polícia Federal

PF reprime o domínio armado do serviço de internet no Rio de Janeiro

Operação Backbone cumpre 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão expedidos pelo STF, em seis municípios fluminenses, e bloqueio de até R$ 558 milhões em bens e valores de 40 pessoas físicas e 42 empresas. Segundo a PF, a facção impõe, com armas e ameaças, o monopólio do fornecimento de internet nos Complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, e usa provedores para lavar recursos. Pessoas armadas cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e concorrentes; provedores autorizados pagam tarifa mensal à facção para operar no território. Registros contábeis do grupo mostram que, em um único mês, a cobrança sobre internet respondeu por mais de 40% da arrecadação no Complexo da Penha. Um líder preso há quase três décadas, hoje no Sistema Penitenciário Federal, segue controlando as atividades com familiares e outras lideranças; os lucros passavam por empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem e eram dissimulados em produtoras de eventos, publicidade, imóveis pagos em dinheiro vivo e criptoativos. A Anatel será oficiada para cassar outorgas e interditar os serviços das empresas, com providências para manter o atendimento aos moradores. Investigados podem responder por domínio social estruturado, extorsão majorada, atentado a serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro. A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, sob as diretrizes do STF na ADPF 635. Até o momento, são 19 presos.

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