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PF deflagra 6ª fase da Operação Unha e Carne contra lavagem de dinheiro

A Polícia Federal investiga um esquema de lavagem de R$ 7,6 bilhões envolvendo postos de combustíveis, agentes públicos e figuras políticas no Rio de Janeiro.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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07/07 às 07:32 · atualizado 15:02

Pontos principais

  • A 6ª fase da Operação Unha e Carne mira organização criminosa suspeita de movimentar R$ 7,6 bilhões em seis anos.
  • O esquema utilizava postos de combustíveis como base para misturar valores legais e ilegais, repassando-os a empresas de fachada.
  • Entre os alvos dos 19 mandados de busca e apreensão estão o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim.
  • O ex-PM e miliciano Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, também foi identificado como alvo da ação.
  • A Justiça determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
  • A operação é coordenada pela Força-Tarefa Missão Redentor II, com suporte técnico do Coaf no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal deflagrou a sexta fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro com o objetivo de desarticular uma complexa rede de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, utilizando uma rede de postos de combustíveis como fachada para a circulação de valores de origem ilícita. A estrutura operava misturando recursos legais e ilegais antes de realizar o repasse para empresas de fachada, dificultando o rastreamento financeiro pelos órgãos de controle.

A ação, que integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em diversos municípios fluminenses. Entre os alvos da operação estão figuras de destaque na política e na segurança pública estadual, como o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim, além do miliciano Juracy Alves Prudêncio, o Jura. Como medida cautelar, a Justiça determinou o sequestro de bens dos investigados e a suspensão imediata das atividades econômicas das empresas envolvidas no esquema. O caso ganha relevância pelo volume financeiro expressivo e pela conexão entre o setor de combustíveis e agentes públicos, evidenciando a sofisticação das operações de lavagem de dinheiro no estado.

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