O Comando Vermelho (CV) é uma das mais antigas e influentes organizações criminosas do Brasil, surgida no sistema penitenciário do Rio de Janeiro na década de 1970. Inicialmente focado em roubos, consolidou-se no tráfico de drogas e armas, expandindo-se nacional e internacionalmente. Conhecido por sua violência e controle territorial em favelas, o CV possui cerca de 30.000 membros e mantém uma estrutura descentralizada. Atualmente, o Brasil se opõe à classificação do CV como organização terrorista pelos EUA, argumentando que suas motivações são econômicas e não políticas, e propõe maior cooperação no combate ao tráfico de armas.
O Comando Vermelho (CV) é uma das mais antigas e influentes organizações criminosas do Brasil, com origem no sistema penitenciário do Rio de Janeiro na década de 1970. Inicialmente focado em roubos a bancos, o grupo rapidamente se consolidou no tráfico de drogas, tornando-se uma das maiores facções criminosas do país. O CV é conhecido por sua violência e controle territorial em favelas, especialmente no Rio de Janeiro, e expandiu suas operações para outras regiões do Brasil e internacionalmente, envolvendo-se no tráfico de cocaína, maconha e armas. Estima-se que possua cerca de 30.000 membros e mantém uma estrutura descentralizada, com redes autônomas que atuam como aliadas.
O Comando Vermelho surgiu em 1979, durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), a partir da aliança entre presos comuns e militantes políticos de esquerda na prisão de Cândido Mendes, na Ilha Grande (RJ). Essa convivência permitiu que os criminosos comuns aprendessem técnicas de organização e defesa de direitos com os guerrilheiros. Inicialmente, o grupo, conhecido como Falange Vermelha, tinha como objetivo arrecadar fundos para financiar fugas e apoiar detentos. Nos anos 1980, a facção passou a se dedicar a roubos a bancos, mas logo percebeu que o tráfico de drogas era mais lucrativo e menos arriscado. Começou com a venda de maconha nas favelas do Rio de Janeiro e, ao longo do tempo, expandiu-se para o tráfico internacional de cocaína e armas. A ausência de políticas públicas nas periferias e favelas do Rio de Janeiro permitiu que o CV estabelecesse redes de venda de drogas e impusesse uma "justiça paralela" local. Na última década, o CV expandiu sua atuação para outros estados brasileiros, através de alianças com grupos regionais, e tem reconquistado territórios no Rio de Janeiro que estavam sob o controle de gangues rivais ou milícias. Em fevereiro de 2025, o CV e o PCC chegaram a selar uma trégua, que durou apenas algumas semanas.